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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

Tutorial

Wesley Paixão* - 31/08/2006

Lavanderias: como trabalhar com pequenas quantidades de substrato.

Artigo de 2006 explica a importância que o laboratório de desenvolvimento assume para simular de forma rápida cartela de tendência, testes de aplicação ou novos processos.

Uma grande necessidade que as lavanderias industriais começam a sentir é a dificuldade em trabalhar com pequenas quantidades de substratos. Atualmente, a maioria das confecções, sejam elas de PT ou denim, passou a utilizar pequenos retalhos para compor uma nova cartela de tendências, testes de aplicação, novos processos ou mesmo para um desenvolvimento diferenciado. E, acredite, o antigo residual hoje é munição para o conhecimento. Com essa nova onda de pesquisa e redução de custos, temos um setor que cresce exorbitantemente, mas sem estrutura. Daí nasce, juntamente com a necessidade, a condição de um laboratório que atenda esse nicho de mercado com o intuito de se modernizar tecnologicamente para atender a nova demanda.

No caso de uma confecção solicitar uma cartela de cores sobre jeans (sujinho ou dirty) ou mesmo em PT, como uma lavanderia conseguiria atender dez cores com 50 cm de tecido? Entra nesse cenário o laboratório de desenvolvimento que, por meio de cálculos de equivalência, contratipagem e igualdade de condições, consegue simular de maneira bastante próxima um ensaio laboratorial de desenvolvimento de cor para a real condição de uma máquina de produção.

Os principais pontos são: o respeito pela quantificação dos insumos, sistematização da RB (Relação de Banho), acompanhamento gradativo de aquecimento em graus por minuto e, principalmente, o rigoroso passo-a-passo do seu gráfico de aplicação. Em termos de benefício, a lavanderia ganha ao atender o cliente confeccionista dela, promove fidelidade na relação comercial e, conseqüentemente, permuta o compromisso em crescimento mercadológico, técnico e de valorização do cliente.

Exemplo de receita

A seguir temos uma exemplificação de receituário para adequar o processo de transposição de um laboratório para uma linha produtiva.
Quando recebemos uma tira de tecido com meio metro de comprimento, podemos pesar 5 gramas de material e aplicar a fórmula de RB 1:10 (consulte o tutorial anterior) e, assim, utilizar a sistemática:

MST: 5 g

RB: 1:10

VB: 50 ml

 

Receituário Orientativo

1,5% de Turquesa Direto 86

5 g/l de Sulfato ou Cloreto de Sódio (Sal)

0,2 g/l Retardante/Igualizante

Observações: para quantidades muito pequenas devemos fazer uma solução titulada em 1/100 até 1/1000 e pipetar as quantidades volumétricas necessárias. As mesmas correlações devem ser aplicadas para um equipamento industrial. Devemos apenas considerar que um teste piloto (laboratorial) deve ser acrescido em 10 a 20% na receita como um todo, devido a fatores de variação independentes da sistemática (vapor, dureza de água, área física, ambiente externo, etc).
 
Wesley Paixão é químico industrial

Para entrar em contato, envie email: redacao@gbljeans.com.br