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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

Tutorial

Wesley Paixão - 27/02/2009

Sapato e bolsa feitos a partir de bucho de boi

Aluna do curso de Design Têxtil do Centro Universitário Belas Artes cria técnica para uso industrial de artigos incomuns

 

Com o propósito de promover o conceito de novas pesquisas e a promessa de atender um mercado sustentável, a aluna Diana Marchori Ruschi do curso de Design Têxtil do Centro Universitário Belas Artes desenvolveu uma aplicação de produtos voltados para a linha do Eco-Têxtil. Trata-se de um processo de tingimento e customização de retalhos a partir de bucho de boi, insumo que é descartado, sem valor mercadológico ou aspecto apreciado por designers. O processo gera uma nova projeção de valorização para tal artigo.

 

Basicamente, o bucho de boi sofre um processo de preparação semelhante aos couros tradicionais. Após condicionamento de pH (potencial hidrogênionico) que define se uma solução é ácida ou alcalina, o material é tinto de maneira artesanal com matéria de coloração de origem natural como açafrão, beterraba e folhagens em geral.

 

O interessante nesse tipo de artigo é a aparência final, que conota o relevo tradicional com um toque de requinte e robustez totalmente inovadores. No caso dos artigos ensaiados, foi concebido um conjunto de bolsa e sapatos para ilustrar sua aplicação, além do uso de elementos plastificantes para definir melhor a aparência e formatos originais.

 

O custo do processo não é elevado e caso haja manchamento, esse proporciona um aspecto ainda mais diferenciado. O Brasil dispõe cada vez mais de novas opções sustentáveis para otimizar o processo de Eco-Design Têxtil.

 

Em breve, lançaremos novas pesquisas com uma gama maior de opções de cores que, no momento, se limitam entre o amarelo, tons derivados do rubi e alguns matizes de verde.

 

Testes de controle de qualidade tem sido realizados e estão atendendo a maioria dos padrões de qualidade fornecidos pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) em parceria com entidades têxteis.

 

 

Wesley Paixão é professor e consultor de Química Industrial Têxtil

 

foto: Diana Marchori Ruschi