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Redação* - 28/02/2013

Manequim sem segredos

Como escolher os modelos mais adequados para o tipo de loja, as novidades nessa área, preços e tipo de material. Branco, preto ou neutro? Com cabelo ou sem? Com pé ou sem pé? Os especialistas ouvidos pelo GBLjeans dão indicações que ajudam a fazer essa seleção

Pouco valorizados, os manequins desempenham papel estratégico na montagem de uma loja. Na vitrine, eles ajudam a dar vida aos produtos comercializados, e no interior da loja funcionam como catalisadores das melhores combinações entre os artigos que estão nas prateleiras. Eles precisam chamar a atenção do consumidor e, ao mesmo tempo, desviá-la de si para as roupas e acessórios que nele foram vestidos, ou seja, aquilo que o lojista quer vender. Não é uma equação fácil de encontrar o equilíbrio. Por isso, o GBLjeans ouviu de especialistas indicações de como escolher os modelos mais adequados para o tipo de loja.

De acordo com o consultor de identidade visual, Rogério Wolf, comprar um manequim depende de uma série de variáveis. Por exemplo, uma loja que atende o público classe A pode escolher um manequim realista, com cabelo e maquiagem, pois, o foco dessa faixa de consumo é a exclusividade. Já a loja que precisa fazer trocas rápidas de roupas, vale investir em modelos mais simples, que são, também, mais práticos de manusear. Difícil ter novidades nessa área? Nem tanto, como revela Eduardo Vilas Bôas, professor de Negócios de Moda do Senac/SP, que cedeu as fotos publicadas nesta reportagem.

Ele conta que na edição mais recente da Euroshop, uma das principais feiras de acessórios para lojas, realizada a cada três anos na Alemanha, a principal novidade foram os manequins articulados, com movimentos amplos e bem variados. Como a última edição do evento foi em 2011 – a próxima será no próximo ano – alguns lançamentos já estão nas lojas brasileiras. É o caso do manequim Avatar, em referência ao filme, por terem pernas bem longas, até maiores que o corpo. A C&A, rede de lojas de varejo de moda, escolheu modelos Avatar como destaque na vitrine voltada para a rua da loja-conceito que mantém no Shopping Iguatemi, na capital paulista.

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Manequins realistas, com peruca e maquiagem. Como exigem cuidados diários, a loja terá que ter gente responsável para essa tarefa. Os manequins das lojas Chanel, por exemplo, têm até as unhas pintadas.



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Tipos de manequins mais comuns: sem cabeça; cabeça de ovo (sem rosto); com cabeça, mas sem cabelo (ou com o cabelo marcado) e com o rosto de traços pouco evidentes. Esses são ideais para a maioria das lojas de roupas.



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Manequins sem cabeça: ótima opção para a loja que precisa fazer trocas rápidas e frequentes.



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Quando o manequim precisa ter cabeça? Sempre que o mix da loja incluir bonés, chapéus e outros acessórios para a cabeça.



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Manequins só de tronco (sem as pernas) – com a base podendo variar entre cromado, madeira, com ou sem rodinhas para deslizar. Indicados quando se quer destacar as peças da parte de cima. Nem pense em prender uma calça ou saia presa nele, porque o resultado será o pior possível.



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Manequins articulados (com movimento). Abuse deles para montar cenas na vitrine ou no interior da lojas, como uma conversa entre amigos, alguém correndo, sentado, pulando, recostado, ensina Marcos Andrade, diretor da Expor Manequins. São os melhores para as lojas de jeans, dizem os especialistas.



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Manequim colorido. Use, desde que faça uma reserva para comprar outros de outra cor e fazer o rodízio. Além de ficarem muito manjados, dependendo da cor escolhida, o tom pode brigar com as tonalidades da estação que a loja queira destacar. A tonalidade mais forte do manequim também pode enjoar o cliente. Por instinto, pode associar a mesma cor do manequim com falta de novidade da loja.



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Tons neutros são os recomendados. E, por neutro, não entenda apenas aqueles eternos que imitam o tom de pele nude. O segmento trata de neutro os manequins pretos – também bastante comuns hoje em dia nas lojas jovens -, brancos e grafites. O acabamento pode ser fosco ou metalizado.



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Tipos de materiais. Manequins são fabricados com diferentes materiais, mudando o preço de acordo com as funcionalidades oferecidas. O mais barato é o de plástico comum, vendido em média por R$ 300,00. Os de plástico injetável ou plástico de engenharia, duram mais tempo e não quebram com facilidade. Preço em torno de R$ 1.800,00. Outro material usado é a fibra de vidro, porém, pode quebrar facilmente e o preço é quase o mesmo do manequim de plástico comum.


*colaborou Flávia Toledo