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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

Multimarcas

Jussara Maturo - 05/11/2013

Seguro feito sob medida

Saiba quais são as melhores coberturas para uma loja de roupas reduzir o prejuízo em situações imprevistas, como ter a vitrine quebrada durante um tumulto de rua ou ser inundada pelo cano estourado da loja vizinha no shopping.

De madrugada, o motorista engata a ré e arremete o carro contra a porta da loja, que tomba quebrada. De dentro do veículo saem dois rapazes que em menos de dez minutos carregam o máximo que dá, enquanto o terceiro espera ao volante. Jogam tudo dentro do carro e vão embora. A gang da marcha-à-rè ficou conhecida na capital paulista há questão de dois anos, quando uma série de multimarcas, que vendiam roupas de grifes, foram roubadas, vítimas de ações desse tipo. No Rio, em meio à manifestação pelo passe livre, uma loja de roupas de rua teve as vitrines destruídas e o estoque saqueado. Não sobrou nada.

Se esses comércios tinham ou não seguro, não se sabe. Mas, situações imprevistas são mais comuns do que se imagina e precisam ser consideradas no planejamento financeiro do ano, junto com a escolha de coleção, o treinamento de funcionários, o controle de estoque, a preocupação com as vendas e a economia do país, afirma Hérica Barbosa Comodo, dona da corretora de seguros HS, que há 17 anos atua na área, tendo na carteira de clientes inúmeras lojas. “Seguro é essencial para aquilo que o lojista acha que nunca pode acontecer, e se acontecer impacta muito o negócio, como um incêndio que destrua as instalações e o estoque”, cita como exemplo a especialista.

Ninguém quer que aconteça. Mas, no caso de um incêndio, sem que a loja tenha seguro contratado, o dono terá fôlego financeiro para repor todas as perdas? Geralmente, a resposta é não. O seguro funciona justamente para cobrir riscos que não se pode controlar, lembrando que o valor do prêmio a ser indenizado vai oscilar de acordo com o tipo de cobertura contratado e os valores definidos de indenização. Confira as dicas:




Seguro não é imposto de renda. Não adianta subavaliar o estoque para pagar menos pela apólice, porque se for preciso acionar e a indenização for baixa, não conseguirá repor aquilo que perdeu.


Lojas de rua e de shopping center têm apólices bem diferentes. Por isso, a consulta com um corretor deve considerar todos os riscos aos quais a loja está exposta, para depois definir as prioridades – aquelas para as quais o prejuízo será maior.


Como a loja de rua está mais exposta a roubos grandes, a avaliação deve considerar o valor do estoque, além dos danos eventuais com as instalações, como uma porta arrombada. Este é o tipo de risco que não entra no cálculo de uma apólice de loja localizada dentro de um shopping center. É bem remota a chance de uma loja dentro de um centro comercial grande ser esvaziada.


Cobertura contra incêndio: deve incluir equipamentos (computadores, caixas registradoras, televisores); valor do estoque; instalações (prateleiras, balcões, manequins); e o prédio onde funciona a loja.


Danos elétricos: provocados por um curto circuito, uma descarga elétrica (como acontece em quedas bruscas de energia, que quando é restabelecida pode provocar estragos). Calcule quanto custaria para reparar.


Cobertura para despesas fixas. “Vamos supor que a loja pegue fogo. Embora fique sem funcionar por um tempo, as despesas fixas continuam a correr da mesma forma – salário de funcionários, encargos trabalhistas, aluguel, água, luz, telefone, entre outros gastos”, explica Herica. Por esse tipo de cobertura, o lojista pode contratar uma indenização que garanta o valor das despesas por um período de tempo até que tudo volte ao normal, por exemplo, seis meses.


Perda ou pagamento de aluguel. Útil no caso acima, em que a loja pegou fogo e vai precisar de um tempo razoável até ser reconstruída e abastecida de mercadorias. Apólices podem prever o pagamento do valor do aluguel durante o período de reconstrução. Também podem ser proveitosas em outras situações. O lojista é dono do imóvel onde fica a loja, mas, planeja fazer uma reforma grande que impede de funcionar. A apólice é acionada para cobrir o aluguel de outro estabelecimento para onde a loja muda, enquanto o endereço original não fica pronto, acrescenta Herica.


Responsabilidade social. O cliente entra na loja escorrega, cai e quebra o braço. O seguro cobre os gastos com tratamento. O valor da indenização vai depender do tipo de loja, padrão da clientela, entre outras variáveis a serem consideradas.


Reforçar a cobertura de responsabilidade civil. Recomendado para lojas de shopping center. Cobre acidentes com clientes ou danos que a própria loja possa causar aos vizinhos.


Shopping centers exigem seguro contra incêndio e a maioria seguro de responsabilidade de obra (em caso de reformas).


Outras coberturas possíveis para lojas de rua: danos provocados por vendaval; impacto de veículo (não devido a roubo, mas, por acidente de trânsito, quando um carro perde o controle, invade a calçada e bate contra a vitrine). Também é possível assegurar a loja contra danos causados por tumultos de rua.


Alagamento e enchente. Praticamente nenhuma seguradora aceita essa cobetura.


O consultor vai perguntar: área construída da loja, quais expectativas de vendas, de despesas fixas, valor de aluguel, qual é o tipo de público, localização da loja (na esquina e pequena, mais risco), bairro.


Questione, tire dúvidas, verifique garantias cobertas e as condições de cobertura. Sempre confira quais foram as coberturas contratadas e os valores fixados para cada uma.


Valor varia se é loja de rua ou de shopping center. Vai custar mais caro para lojas na capital paulista do que no interior. Quantidade e tipo de coberturas contratadas também afetam o preço a ser pago. Mas, para uma loja de rua que só contratasse o seguro contra incêndio, com indenização avaliada em R$ 200 mil, o seguro poderia custar R$ 500,00 por ano. A mesma loja com seguro de R$ 15 mil contra roubo, poderia pagar R$ 1,5 mil por ano. Só para ilustrar o risco da cobertura de roubo de uma loja de rua para a seguradora. Algumas empresas sequer aceitam loja de confecção por causa da vulnerabilidade a roubos a que estão expostas.