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Terça-feira, 17 de Outubro de 2017

Varejo

Jussara Maturo - 21/03/2017

Melhoram resultados da Riachuelo

Lucro líquido no quarto trimestre de 2016 da varejista controlada pela Guararapes subiu 60% em comparação com o mesmo período de 2015, atribuído ao sistema de logística adotado.

Mesmo tendo operado com lucro ao longo de 2016, os ganhos da Riachuelo foram menores que os obtidos em 2015, ano considerado muito ruim para o varejo. No quarto trimestre, o desempenho da companhia melhorou. “O novo modelo de negócios baseado em uma ferramenta moderna de logística está nos permitindo ganhar market share e ter aumento de eficiência, dessa forma, acredito que 2017 será um ano de recuperação. Não sei se mais para o final do semestre ou para o segundo semestre”, afirmou o CEO da Riachuelo, Flávio Rocha, em teleconferência de resultados com analistas de mercado e investidores.

Ele atribui a boa performance a um processo iniciado há cerca de seis anos pelo qual a companhia decidiu mudar seu modelo de negócios, mediante uma nova arquitetura de produção, logística, distribuição e reposição de estoque nas lojas. Começou pelos produtos básicos, aumentando a frequência de abastecimento das lojas com lotes menores. Mas, processo ainda feito de forma manual.

Em setembro de 2016, entrou em operação a segunda parte do projeto, envolvendo os produtos com mais informações de moda. “Esses são complicados por terem maior variabilidade, sem previsibilidade e de margens mais alta, representando um desafio repor diariamente”, explicou o CEO na conferência. Ele também acrescentou que o sistema antes manual foi substituído por uma operação logística indoor considerada “estado da arte” em moda no Brasil. O executivo afirmou que, hoje, o sistema movimenta “40 milhões de alvos em estoque diariamente, checando e analisando a performance de venda de cada um. Enviamos produtos à medida em que são vendidos.”



DESEMPENHO TRIMESTRAL
Conforme o CEO, por conta da assertividade que a mudança de logística trouxe, já no quarto trimestre a companhia observou redução na formação de resíduos de estoque e por consequência na necessidade de remarcações. A avaliação é de impacto positivo sobre as margens que também foram melhoradas em função do aumento do valor do ticket médio, que no quarto trimestre subiu para R$ 189,00,  7,8% a mais que em 2015.

A receita líquida do último trimestre de 2016 registrou R$ 1,85 bilhão, 5,1% a mais que em igual período de 2015. O lucro líquido de outubro a dezembro somou R$ 252,4 milhões, que representam 59,1% de aumento sobre o apurado nos últimos três meses de 2015. O investimento trimestral foi de R$ 37,1 milhões, basicamente empregados para a abertura de duas lojas.

BALANÇO ANUAL
A receita líquida da companhia em 2016 totalizou R$ 5,92 bilhões, cerscimento de 7,5% sobre 2015. O lucro líquido caiu 9,3% para R$ 317,55 milhões, sob o impacto do fraco resultado nos primeiros nove meses do ano. O investimento somou R$ 178 milhões, bem abaixo da previsão do início do ano de que seriam aplicados em torno R$ 500 milhões. A varejista concluiu o ano com 291 lojas, seis a mais do que operava em 2015, abertas de abril a novembro.

A confecção Guararapes produziu 39,8 milhões de peças para a Riachuelo, pequena expansão sobre os 38,5 milhões de itens em 2015, mas mantendo a participação girando em torno de 30% sobre o total movimentado pela Riachuelo.

Pelo segundo ano consecutivo, a companhia reduziu o quadro de pessoal. Em 2016, mantinha 37.101 colaboradores, 1.450 a menos do que empregava em 2015.