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Quinta-feira, 29 de Junho de 2017

Canal Digital

Ana Luiza Mahlmeister - 25/04/2017

Geração Z busca canais avançados de compra

Jovens de 18 a 20 anos desejam novos modelos de interação, como pedidos feitos por voz e assinaturas de moda com curadoria, revela estudo da Accenture.

As mídias sociais estão se tornando um importante canal de compras diretas para a geração Z (18 a 20 anos) com 69% interessados em comprar dentro desse ambiente. Os varejistas que buscam ampliar a carteira de clientes e conquistar a fidelidade à marca desse público precisarão intensificar seu foco em novas formas de engajamento, de acordo com a nova pesquisa global de consumo da Accenture. Os jovens buscam ferramentas digitais avançadas, tais como capacidade de comprar diretamente por meio de plataformas sociais visuais, incluindo Youtube, Facebook, Instagram e Snapchat.

Segundo o estudo, 44% citaram as mídias sociais como uma fonte popular de inspiração de produtos e 37% aumentaram o uso de mídias sociais para a tomada de decisões de compra no último ano. Realizada com base em entrevistas com quase 10 mil consumidores em 13 países, a pesquisa analisou as atitudes e expectativas das gerações Y (21 a 27 anos) e Z durante a atividade de compra, revelando hábitos e preferências distintos.

ENTENDER COMPORTAMENTOS
Uma das conclusões é a importância de os varejistas repensarem suas capacidades e métodos de vendas digitais para entender as expectativas, os círculos de influência e os comportamentos dessa geração, especialmente seus hábitos de uso de mídias sociais e como eles diferem da geração Y. Se eles estão gastando seu tempo em plataformas sociais, este é o local onde mais provavelmente vão adquirir seus produtos, aponta a pesquisa.

Os varejistas não podem se dar ao luxo de negligenciar a loja física, já que 60% dos compradores da geração Z ainda preferem comprar na loja, e 46% ainda irão até o endereço físico para obter mais informações antes de fazer uma compra online, nota o levantamento.

Nos Estados Unidos, 77% dos entrevistados da geração Z disseram que as lojas físicas são seu canal de compras preferido. O Brasil segue essa tendência global, embora com adesão um pouco menor que no mercado americano: 56% dos entrevistados da geração Z no país preferem comprar na loja, contra 52% dos jovens da geração Y e 50% dos mais velhos da geração Y.

MÉTODOS DE COMPRA DE MODA
A pesquisa também revelou que os consumidores da geração Z estão interessados em novos métodos de compras. Quase três quartos (73%) deles têm interesse em ofertas de assinatura com curadoria para moda, e 71% apreciam programas de reabastecimento automático, com quase 100% dispostos a transferir mais de metade de suas compras para um varejista que ofereça esse serviço.

Além disso, 38% se mostram animados em experimentar pedidos ativados por voz, enquanto 25% estão ansiosos por utilizar esse recurso e 10% declaram que já o fazem.

No Brasil, 44% da geração Z está interessada em adquirir peças de moda por voz – como Alexa - o mesmo que a parcela mais jovem da geração Y e um pouco mais que os mais velhos da geração Y (35%).

Para atender essa demanda, segundo a pesquisa, é necessário que os varejistas aumentem a sua capacidade de digitalização, inovação e aproveitamento dos dados do consumidor.



MAIS PERFIS DE CONSUMO
- Ferramentas visuais, como vídeos e fotos, são importantes para a geração Z.

- Youtube é a plataforma de mídia social mais utilizada regularmente, citada por 84% dos entrevistados da faixa Z.

- Facebook ainda é a plataforma social mais popular para os indivíduos mais jovens da geração Y (21-27 anos) e para os mais velhos (28-37 anos).

- Dois terços (66%) dos compradores da geração Z usam regularmente o Instagram, contra 40% da geração Y.

- Os compradores da geração Z são duas vezes mais propensos a utilizar o Snapchat: 54%, contra 38% dos jovens Millennials e 22% dos Millennials mais velhos).

- Eles costumam recorrer a seus círculos de influenciadores.

- Consumidores da geração Z são mais propensos que os indivíduos da geração Y a comprar um item em virtude de: o que a família deles pensa; recomendações de vídeos no Youtube; o que seus amigos pensam; comentários em mídias sociais.

- Ao fazer compras online, a geração Z é geralmente mais propensa do que a geração Y a: conversar com um assistente de vendas online; ir até a loja física para obter mais informações; pedir a opinião dos amigos por meio de mídias sociais, mensagens de texto ou telefone; pedir a opinião dos familiares por meio de mídias sociais, mensagens de texto ou telefone.

- Geração Z não cria forte fidelidade à marca.

- Apenas 16% dos indivíduos da geração Z compram em uma única loja de roupas ou itens de moda (em comparação a 26% dos indivíduos mais velhos da geração Y); apenas 19% fazem compras em uma única loja para itens de saúde e beleza (em comparação a 34% dos indivíduos mais velhos da geração Y); e menos de 38% compram produtos alimentares em um único lugar (contra 55% dos indivíduos mais velhos da geração Y).

- Nos Estados Unidos, a fidelidade à marca entre a geração Z é ainda mais fraca, com apenas 5% deles fazendo compras em um único local para roupas.

- No Brasil, 14% dos entrevistados da geração Z são leais a uma marca de roupas ou itens de moda, enquanto 64% são leais a até três marcas. Já 17% da geração de Millennials mais velhos são leais a uma única marca, enquanto 71% são leais a até três marcas.

- Eles são compradores impulsivos e estão dispostos a pagar por entrega rápida.

- Os compradores da geração Z são mais propensos do que a geração Y a fazer uma compra porque: eles só queriam comprar alguma coisa; eles viram aleatoriamente algo que gostaram; ou algo foi recomendado por um amigo ou familiar.

- A geração Z é mais afeita à entrega rápida que a geração Y, e está disposta a pagar por isso. Na verdade, 58% dos entrevistados da geração Z disseram que pagariam mais de US$ 5 por entregas de uma hora.

- No Brasil, o percentual de consumidores Z que pagariam mais de US$ 5 por entregas de uma hora é ainda maior: 62%.

METODOLOGIA
Para serem incluídos na pesquisa, os entrevistados deveriam ter comprado tanto online quanto em lojas físicas em, pelo menos, uma das seguintes categorias de varejo: vestuário, eletrônicos, produtos alimentares, produtos para o lar, e saúde e beleza. Todos os compradores também confirmaram que eles acessam a internet e usam seus smartphones regularmente.

Foram consideradas a geração Z (18 a 20 anos); geração Y mais jovem (21 a 27 anos); e geração Y mais velha (28 a 37 anos). Cada um desses três grupos etários representou aproximadamente um terço de todos os entrevistados.