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Terça-feira, 27 de Junho de 2017

Produção Limpa

Ana Luiza Mahlmeister - 05/05/2017

Desguarda Roupa repensa consumo de moda

Além da transformação de peças para minimizar o volume de descarte, ateliê paulistano dá consultoria sobre identidade na moda.

O impacto na cadeia da moda e sobre o consumo inspirou a designer Bruna Castro a criar, no ano passado, o Desguarda Roupa dedicado à transformação de peças e projetos educativos sobre alternativas de produção. O Desguarda Roupa começou como um ateliê na zona norte de São Paulo para a transformar roupas usadas e foi ampliando o escopo de serviços oferecendo consultoria em consumo e identidade, com a adesão da jornalista de moda Nádia Mello, por meio de workshops para todos os públicos. “Em vez de fazer uma peça nova, a idéia é cada vez mais trabalhar as peças junto com as pessoas dando um novo significado para a roupa que será reconstruída”, explica Bruna.

O Desguarda Roupa se alinha ao conceito de economia compartilhada com serviços de upcycling (transformação da peça em outro produto), consultoria sobre formas próprias de vestir e consumo consciente na cadeia de moda, oficinas de costura e macramê. A dupla desenvolveu uma coleção para o desfile do Dia das Boas Ações, realizado em 2 de abril, no Ibirapuera, em São Paulo (SP), com peças detonadas e sobras de tecidos do ateliê. “A coleção foi totalmente desenvolvida com peças já existentes, sem a compra de material novo”, explica Bruna.

No final do mês, Bruna e Nádia participaram da edição carioca do Fashion Revolution, nos dias 28 e 29 de abril, abordando a cultura consumista. No evento, o Desguarda Roupa promoveu workshop e oficinas sobre reciclagem e transformação de roupas. Outra ação, que teve lugar no Malha – espaço de moda e coworking – foi o Descubra-se. Elas levaram uma arara com vários estilos de roupas e pedem para as pessoas responderem um rápido questionário sobre quem é e escolher um look que corresponda ao perfil. “A roupa está muito ligada à questão da identidade e da busca do que somos. Muito do consumismo se dá pelas pessoas não se conhecerem de fato dentro das roupas, querendo sempre mais”, explica Nádia.

A ação do Descubra-se foi realizada também em São Paulo, no vão do Masp, como parte do Dia das Boas Ações. No Rio, a dupla participou de uma roda de conversa sobre a importância de obter mais informações sobre a produção das peças que compramos e a importância das informações contidas nas etiquetas.

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