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Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Economia

Jussara Maturo - 17/05/2017

Em abril, apenas varejo demite.

Atacado de moda e indústria têxtil e de vestuário continuam a recompor os quadros de funcionários.

Os indicadores positivos observados no primeiro trimestre para o emprego na indústria de produtos têxteis e vestuário se prolongaram por abril, com estoque maior que o assinalado no mês anterior. Em abril, a indústria contratou mais que demitiu, gerando 3.242 vagas que não tinha em março, mostra o levantamento divulgado pelo ministério do Trabalho, com base nos dados apurados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). As contratações desses quatro meses são insuficientes para recompor os quadros perdidos entre 2016 e 2015, mas, representam um avanço. Se vai persistir em maio e em junho, meses bons para o setor por causa do Dia das Mães e dos Namorados, ainda é cedo para dizer.

O aumento está disseminado entre os estados brasileiros. São Paulo lidera as contratações de funcionários com carteira assinada, mediante aumento de 925 postos de trabalho; depois aparece Minas Gerais com o reforço de 495 vagas; e Santa Catarina com a oferta de 400 empregos. Apenas seis praças demitiram. O Rio Grande do Norte foi o que mais encolheu a oferta de vagas para a indústria têxtil e de roupas mediante o corte de 73 postos. Mato Grosso do Sul, Pará, Alagoas, Acre e Amapá registram cortes pontuais.

ATACADO DE MODA
O aumento na ponta industrial refletiu reação no comércio atacadista que pelo segundo mês consecutivo abriu vagas, depois de cortar empregos em janeiro e fevereiro. Contratou profissionais para 177 novas vagas, revelam os dados do Caged. Entre os estados, a situação ainda está dividida: em 12 mercados os atacadistas contrataram, em outros 12 demitiram e em três o nível de emprego é estável, registra o Caged. Também no atacado, assim como na indústria, São Paulo foi o estado que mais contratou, com abertura de 86 vagas. Na ponta oposta, Goiás foi o que mais enxugou, ao fechar 14 postos de trabalho.

VAREJO DE MODA
As lojas de roupas, tecidos e calçados continuam a reduzir o quadro de pessoal. As dispensas acumulam-se desde janeiro. Entretanto, em abril, o volume de demissões foi o menor, não só no total de 2017, como dos últimos dois anos. Os três estados que mais demitiram foram: São Paulo (-257); Goiás (-166); e Espírito Santo (-93). Ainda segundo o Caged, os três estados que mais contrataram foram Paraná (251), Santa Catarina (190) e Rio Grande do Sul (150).

SITUAÇÃO BRASILEIRA
Em abril, o país voltou a criar empregos formais, de acordo com dados do Caged. Foram criadas 59.856 vagas.