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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

Varejo

Jussara Maturo - 31/10/2017

Lucro da Renner sobe 65% no trimestre

Receita líquida da companhia que controla também Camicado e Youcom subiu 20% de julho a setembro, estimulada pelo bom ritmo das vendas

Ao computar lucro líquido de R$ 140,3 milhões no terceiro trimestre do ano, a Lojas Renner viu os ganhos saltarem 65,3% em relação ao apurado em igual período de 2016. Na mesma base comparação, a receita líquida consolidada da varejista aumentou 20,8% para totalizar R$ 1,74 bilhão, dos quais R$ 1,37 bilhão obtidos com as vendas da rede da Renner. A Camicado contribuiu com R$ 110 milhões e a Youcom com outros R$ 26,3 milhões.

O bom ritmo das vendas foi favorecido pelo que a companhia descreve como “correta execução das operações e pelo melhor fluxo de clientes nas lojas”, além da boa composição dos estoques, considerados “robustos e sadios”. Também contempla o efeito do câmbio contratado para os produtos importados nas três redes. Mantendo a estratégia de expansão, a empresa inaugurou 17 lojas, entre julho e setembro, alcançando 490 pontos, entre os quais a abertura do primeiro fora do Brasil.

Só da Renner foram oito unidades a mais, incluindo Montevidéu, no Uruguai, subindo a rede para 318 pontos. Foram abertas mais seis lojas da Youcom, que ficou com 76; e três da Camicado que fechou o trimestre com 96 lojas. Em conferência com analistas de mercado, a companhia informou que prevê alcançar 125 unidades da Camicado até o final de 2021. A expansão da rede de varejo consumiu a maior parte dos R$ 134,9 milhões de investimentos aplicados no terceiro trimestre.

PERSPECTIVA
Segundo os gestores disseram aos analistas, o desempenho inicial da loja uruguaia superou as expectativas preliminares. Também está mantido o plano de abrir mais duas unidades no país vizinho em novembro. A quarta loja está prevista para ser inaugurada em meados do primeiro semestre de 2018. A companhia tem boa expectativa para o quarto trimestre, acreditando na continuidade da melhora gradual do ambiente macroeconômico.



Avalia que a inflação mais baixa e os juros menores ajudam a recompor o poder de compra dos consumidores. Também considera que houve relativa recuperação do mercado de trabalho e que só uma mudança inesperada na esfera política poderia alterar o cenário desenhado. Do ponto de vista do varejo, a Renner acredita que o ambiente promocional melhorou em relação ao ano passado, “ainda que continue bastante competitivo”.

Para 2018, mantém o programa de desenvolvimento de fornecedores. “Precisamos de fornecedores com capacidade para acompanhar a expansão da Renner, não só com capacidade produtiva, como em conformidade, sustentabilidade e responsabilidade corporativa”, definiu a empresa a analistas de mercado.