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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

Negócios

Jussara Maturo - 30/11/2017

As três marcas brasileiras mais valiosas de vestuário

Ranking local de 2017 da consultoria britânica Interbrand mostra reação das empresas em todos os setores ao longo do ano

O ranking de 2017 das 25 marcas brasileiras mais valiosas mostra que as empresas reagiram e saíram mais fortalecidas que no ano passado. Elaborado pelo escritório local da consultoria britânica Interbrand, o ranking atual soma R$ 116,7 bilhões em valor de marca, que corresponde a aumento de 6,4% sobre 2016. “Esse grupo de marcas teve desempenho superior ao compilado de todo o mercado brasileiro”, afirmou Daniella Bianchi, diretora geral da Interbrand no Brasil, ao abrir o evento de premiação das empresas na noite de quarta-feira, 29 de novembro, na capital paulista.

De vestuário, o levantamento junta três empresas. Renner continua a liderar o setor, com a marca avaliada em R$ 1,29 bilhão, aumento de 16%, que fez a empresa subir duas posições no ranking em relação ao ano passado, alcançando o 11º lugar. O desempenho positivo colocou a marca Renner entre as cinco marcas nacionais com crescimento anual de dois dígitos, atrás de Magazine Luiza (30%) e Bradesco (18%); à frente de Havaianas (13%) e Localiza (11%).



A segunda do setor de vestuário é a Havaianas, mais forte no mercado de chinelos de borracha, apreciada em R$ 688 milhões, reconhecimento que fez a marca pular para a 16ª posição no ranking das mais valiosas em 2017, uma acima da classificação do ano passado. A marca passou incólume pelas mudanças que atravessou nos últimos dois anos. Pertence a Alpargatas, empresa que até 2015 era controlada pelo grupo Camargo Correa, quando foi vendida para a J&F Investimentos, dona do frigorífico JBS-Friboi, dos irmãos Batista.

Este ano como parte da estratégia de se desfazer de ativos para levantar recursos, a holding dos Batista vendeu a Alpargatas – e todas as marcas a ela atreladas (além de Havaianas, Osklen, Dupé e Sete Léguas, mais a licença para explorar a Mizuno na região) – para a Itaúsa, dona do banco Itaú Unibanco, e para mais duas empresas financeiras, a Cambuhy Investimentos e a Brasil Warrant.

A Hering é a terceira marca brasileira mais valiosa de vestuário, com valor de mercado estimado em R$ 556 milhões em 2017, crescimento de 5% sobre a classificação do ano anterior a partir do qual conquistou o 18º lugar, um acima do ranking de 2016, quando a marca foi depreciada em 9%.

CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO
A marca Itaú continua sendo a mais valorizada do mercado nacional, avaliada em R$ 28,19 bilhões. Segundo a Interbrand, subiu a nota de corte para estar no grupo das 25 mais valiosas no Brasil. Em 2017, a 25ª é o Fleury, laboratório clínico, que colocou o setor de saúde pela primeira vez no ranking, com valor de mercado de R$ 413 milhões. “Há dez anos a linha de corte para a 25ª posição eram R$ 87 milhões”, lembrou André Matias, diretor de estratégia e head de avaliação de marcas da Interbrands, no evento de premiação

Ele explicou que para a marca integrar o ranking é preciso que a empresa dona dela tenha capital nacional; que as demonstrações financeiras sejam públicas; que a companhia controladora publique resultados individuais por marca; e gere lucro.