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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

Varejo

Jussara Maturo - 05/12/2017

Varejo espera aumento de vendas no Natal

Mesmo prevendo queda nos preços dos presentes, confederação nacional do comércio projeta alta de 4,8% no volume negociado, sendo vestuário a segunda principal opção

O varejo brasileiro deverá movimentar R$ 34,7 bilhões em vendas no Natal, que representa aumento de 4,8% sobre o volume negociado na data em 2016. A projeção é da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que revisou para cima a taxa, antes calculada em alta de 4,3%. Lojas de vestuário representam a segunda categoria de maior faturamento. A expectativa é registrar R$ 9 bilhões em vendas, atrás apenas dos hiper e supermercados (R$ 11,6 bilhões).

Queda na inflação, redução nas taxas de juros e a injeção de ânimo do 13º salário são os principais fatores apontados pelas pesquisas para o aumento previsto. Para a Fecomércio de São Paulo, o Natal deste ano será o melhor desde 2013. Só que a área econômica da entidade projeta faturamento bem superior ao estimado pela CNC.

VENDAS DE NATAL NOS ESTADOS
A pesquisa da Fecomércio-SP aponta para faturamento de R$ 65,1 bilhões em vendas do comércio no Natal 2017 no estado de São Paulo, que corresponderia a crescimento de 4% sobre o apurado na mesma data do ano passado. A expectativa é o faturamento das lojas de vestuário paulistas subir 9% no período.

Também a Fecomércio do Espírito Santo divulgou sondagem com os lojistas do estado estimando aumento de 2,3% nas vendas do Natal de 2017, que corresponderia a faturamento real de R$ 2,7 bilhões, depois de dois anos consecutivos de perdas.

O levantamento da Fecomércio da Bahia prevê aumento de vendas de 8% em todo o mês de dezembro para alcançar faturamento real de R$ 6,3 milhões. Vestuário deverá contribuir com R$ 920,59 milhões do volume total, estima a entidade.

A pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio, do Distrito Federal, consultou 403 lojistas e a estimativa aponta para alta nas vendas de Natal de 19,81% sobre o ano anterior. As lojas de vestuário estão entre as mais otimistas com expectativa de crescimento de 14,7%, revela o estudo da entidade.

VALOR MÉDIO DOS PRESENTES
As diferentes pesquisas publicadas por federações de comércio dos estados mostram que mais gente se revela disposta a presentear do que no ano passado. Porém, na maioria dos casos, o valor médio dos presentes tende a cair. Frequentemente roupas figuram entre os principais tipos de presente, sendo em alguns casos a principal opção.

No Rio Grande do Sul, de acordo com os 385 consumidores ouvidos em cinco cidades pela Fecomércio do estado, a média de gastos será de R$ 505,80 com todos os presentes de Natal. Das pessoas consultadas, 75% vão comprar roupas para dar de presente.



No Espírito Santo o valor desembolsado por presente deverá variar entre R$ 80 e R$ 120, apontando vestuário, brinquedos, eletroeletrônicos e telefone celular como as principais opções, diz a Fecomércio regional.

No Distrito Federal, a pesquisa do Instituto Fecomércio apurou que entre os lojistas ouvidos, o preço médio dos presentes será de R$ 150. Ao consultar 400 consumidores com idade entre 18 e 60 anos, o gasto médio estimado com todos os presentes será de R$ 293,70. Do total dos que vão presentear, 65% disseram que comprarão roupas.

De acordo com a pesquisa da Fecomércio do Maranhão, o valor médio geral do presente de Natal será R$ 140,00 no estado, equivalente a crescimento de 12% em relação à intenção de gastos em 2016. Já o valor médio geral das compras, englobando presentes e gastos com as comemorações, foi calculado em R$ 328,00, avanço de apenas 0,31% sobre o ano passado. De acordo com a entidade, foram ouvidas 700 pessoas com mais de 18 anos. Desse total, 20,5% pretendem comprar roupas de presente.

CONTRATAÇÕES DE TEMPORÁRIOS
Com a perspectiva de aumento das vendas de final de ano, a CNC prevê a contratação de 73,8 mil trabalhadores temporários para o Natal de 2017, com salário de admissão de R$ 1.188. A maior oferta de vagas é registrada pelas lojas de vestuário e calçados, que abriram 48,4 mil postos, seguidas de longe por hiper e supermercados (10,3 mil) e pelas lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (8 mil).

Ainda de acordo com a CNC, 30% dos trabalhadores contratados de forma temporária poderão ser efetivados após o período de festas.