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Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Economia

Jussara Maturo - 22/01/2018

Emprego melhora no comércio e piora na indústria

Trabalho com carteira assinada retoma comportamento pré-crise econômica para essa época do ano nas empresas do setor

Em novembro, a indústria têxtil e de confecção reduziu o volume de pessoal contratado com carteira assinada. Foi o primeiro corte do ano, com eliminação de 5.934 vagas formais, como costumava acontecer antes de 2014 e da piora do cenário econômico, quando os fabricantes demitiam no último bimestre. Ainda é cedo para saber se essa redução pode estar associada às mudanças na legislação trabalhista, que passaram a valer a partir de novembro.

Os mercados que mais enxugaram quadros em novembro foram São Paulo, com corte de 2.106 empregos; depois Santa Catarina, com o fechamento de 1.479 vagas; e o Paraná, que eliminou 685 postos de trabalho, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A indústria têxtil e de confecção da Bahia foi a que mais contratou no mês ao oferecer 99 novas vagas, seguida bem de longe pelos fabricantes de Mato Grosso do Sul que abriram 18 postos.

NÚMEROS DO VAREJO E DO ATACADO
Como em 2015 e 2016, também em 2017, o comércio varejista inciou o quarto trimestre com mais gente contratada, com o reforço dos temporários para o final de ano. Em novembro, foram abertas 21.470 vagas para as lojas de varejo de roupas do Brasil todo. São Paulo foi o estado com maior volume de contratações formais, ampliando o quadro em 5.430 vagas. O varejo do Rio de Janeiro somou outros 3.321 postos de trabalho e Minas Gerais contribuiu com a abertura de 1.953 empregos de carteira assinada. Pelo levantamento do Caged, todos os estados registraram desempenho positivo no nível de emprego no mês.



Novembro foi de expansão para o atacado de moda de vestuário, que completou cinco meses de alta de emprego. Foram ocupadas 86 vagas no setor, com o Paraná puxando as contratações ao oferecer 40 novos postos. O Ceará contribuiu com mais 31 vagas e Pernambuco com outras 24. Demissões foram registradas entre os atacadistas de São Paulo (-68), Santa Catarina (-38) e Rio Grande do Sul (-18).

SITUAÇÃO BRASILEIRA
O primeiro mês da entrada em vigor da reforma trabalhista terminou com saldo negativo, ou seja, as empresas mais demitiram que contrataram reflete o total de demissões menos as contratações no período. O país fechou 12.292 vagas com carteira assinada, de acordo com o ministério do Trabalho, interrompendo uma sequência de sete meses de criação de empregos.
A indústria de transformação, ramo de atividade ao qual pertencem os fabricantes de roupas e produtos têxteis, foi o principal destaque negativo, com o corte de 29.006 empregos.