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Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

Economia

Jussara Maturo - 12/04/2018

Moda derruba varejo em fevereiro

Categoria foi a que mais regrediu no mês tanto em volume de vendas, como em receita nominal, mostram os dados do IBGE

Como o mercado já sinalizara, fevereiro foi um mês ruim para o varejo brasileiro, especialmente o de moda. Roupas foram os artigos mais penalizados por conta do Carnaval que foi mais cedo que os anteriores recentes; do lançamento do outono ainda em pleno calor do verão estendido; e consumidores cautelosos nas compras. Diante desse cenário, o volume de vendas e a receita nominal das lojas de vestuário, calçados e tecidos diminuíram 1,7%, mesma taxa para os dois indicadores.

Das oito atividades investigadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), moda foi o que mais caiu, mas são os hipermercados e supermercados a categoria de mais peso no desempenho do varejo e em fevereiro a venda dessas redes caiu 0,6% em volume e 0,2% em receita. Sob essa pressão o varejo geral voltou a apresentar, portanto, variação negativa de 0,2% em volume e de 0,5% em receita nominal, também influenciado por combustíveis e lubrificantes e outros artigos de uso pessoal e doméstico.

DESEMPENHO DO COMÉRCIO NOS ESTADOS SOBRE FEVEREIRO DE 2017
Com queda de 5,8% em volume de vendas e 3,9% em receita nominal sobre igual mês de 2017, vestuário, tecidos e calçados interromperam quase um ano de indicadores em alta, ressalta a análise do IBGE. O varejo como um todo ao contrário manteve a trajetória de alta, com crescimento de 1,3% em volume e de 1,6% em receita.

No varejo de moda, dos 12 estados tratados com destaque pela pesquisa, o predomínio foi de resultados negativos. Maior mercado do país, São Paulo viu as vendas ruírem em relação a fevereiro do ano passado, com queda de 12,3% em volume de vendas e 9,7% em receita nominal. Os dois maiores recuos nessa comparação foram o Distrito Federal (-14,8%, em volume, e -12,1% em receita) e Goiás (-14,5% em volume e -12,8% em receita).

Na região sudeste, apenas o mercado paulista retraiu. Houve aumento no Espírito Santo (aumento de 13,7% em volume e 15,1% em receita), Minas Gerais (expansão de 1,7% em volume e 2,5% em receita) e Rio de Janeiro (alta de 1,1% em volume e de 2,2% em receita).

No sul, destaque é o mercado gaúcho, o que mais cresceu no Brasil no confronto com o mesmo mês do ano passado: 20,2% em volume de vendas e 20% em receita nominal. Já o varejo dos três estados do nordeste que formam o grupo de destaque caiu no período tanto em volume quanto em receita: Pernambuco (-13,4% e -10,7%, respectivamente), Ceará (-9,3% e -5,6%) e Bahia (-5,8% e 3,4%), mostra a pesquisa do IBGE.