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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

Economia

Jussara Maturo - 25/04/2018

Emprego industrial mantém alta em março

Fabricantes de artigos têxteis e de roupas abriram vagas formais, mesmo com o diagnóstico de queda de vendas no primeiro trimestre, época em que o varejo enxuga os quadros

A despeito das vendas em queda no primeiro trimestre, a indústria têxtil e de confecção de roupas continuou a contratar em março, ainda que em ritmo mais lento que os dois primeiros meses do ano. Abriu 1.778 vagas com carteira assinada no mês. Apenas em nove estados as empresas mais cortaram empregos que admitiram (o maior corte foi em Mato Grosso do Sul, com 91 demitidos). Nos demais, o saldo continuou favorável ao emprego. Santa Catarina puxou as contratações ao abrir 813 vagas. Minas Gerais aparece em seguida com 588 novos postos e a Paraíba vem bem atrás com a oferta de 120 empregos adicionais ao que tinha em fevereiro, mostra o levantamento do ministério do Trabalho com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).



Também o comércio atacadista seguiu contratando em março, como fez em fevereiro, abrindo 186 vagas a mais que no mês anterior. Os atacadistas de São Paulo abriram oferta de mais 65 vagas, depois Santa Catarina com 58 adicionais e Goiás acrescentando 40 postos. Mais oito contrataram, três ficaram estáveis e 11 registraram saldo negativo, com menos vagas do que tinham em fevereiro. É o caso de Pernambuco com menos 23 postos, Mato Grosso do Sul com menos 11 e Ceará com menos dez.

O nível de emprego dos varejistas seguiu o comportamento típico dessa época, com o enxugamento dos quadros no primeiro trimestre, mediante o corte dos temporários contratados no final de ano. Assim, março fechou com 5.255 vagas a menos, com demissões em todos os estados brasileiros, com exceção de Alagoas e Rio Grande do Norte que tiveram saldo positivo bastante residual, de três e duas vagas a mais em março, respectivamente. O maior corte foi registrado em São Paulo, com o fechamento de 1.463 postos. O Rio de Janeiro encerrou 981 vagas e Minas Gerais suprimiu 625 postos.

De acordo com o Caged, em fevereiro o país como um todo registrou 56,1 mil novas vagas com carteira assinada.