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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018

Lançamentos

Jussara Maturo - 22/05/2018

Vicunha investe na linha Eco

Para diferenciar produtos, o fabricante nacional de denim e sarja criou dois selos, o Less Water, com artigos que usam pouca água na produção, e o Recycle, que inclui fibras recicladas

Para dar visibilidade aos investimentos industriais que realizou sobretudo na última década, a Vicunha Têxtil criou a linha Eco Cycle a partir da coleção do inverno 2019, apresentado na semana passada de 15 a 17 de maio, em São Paulo. A nova família reúne os produtos que usam pouca água na produção, em alguns casos apenas 7% do consumo atribuído aos processos tradicionais de tingimento e acabamento, e aqueles cuja composição inclui o emprego de fibras recicladas e resíduos têxteis. Para identificá-los, a empresa, que hoje é o maior fabricante nacional de denim e sarja, criou dois selos

Sob a classificação Less Water, a Vicunha lançou para o inverno três artigos de denim com 2% de elastano de conforto e 98% de algodão na composição, maior peso e todos com tingimento em tons de azul: o Cramer (9,2oz), o Feeling (9,7oz) e o Rooty (10oz). Esses novos não usam fibras recicladas na produção.

A quantidade de lançamentos é vasta. Em torno de 50 produtos, calcula Renata Guarniero, gerente de marketing da Vicunha Têxtil. Entre as novidades, ela destaca os tecidos elastizados, tanto denim quanto sarja, com larguras maiores que os atuais, como o Kris e o Kris Baby Blue, com stretech de 36% e largura de 1,67 metro, bem semelhante à encontrada nos lançamentos dos 100% algodão.

Renata aponta ainda para o inverno de 2019, a nova safra de denim superblack, as sarjas elastizadas com capacidade de alto retorno à forma e o denim da linha Soft, o Italy em tingimento azul e canaletas na construção, dando ao tecido a aparência de veludo cotelê. Os três novos artigos da linha Perfect Fit incorporam o sistema HRS (High Recovery System) lançada pela Vicunha na coleção passada, de verão, associado à tecnologia DualFX, da Lycra: O Megan, com tingimento caribean blue; o Megan Dark, de tingimento azul special dye; e o Megan Black Black.

A nova coleção incorporou versões de produtos na camisaria como o Stanley Light, em 100%liocel; e o Collins em opção Soft e outra Stretch.

ENCRUZILHADAS DA MODA
Pelo menos dois convidados, que integraram a programação de palestras do evento de lançamento da Vicunha trataram de questões em torno de sustentabilidade. “Não, eu não sou santa. E não vim de bicicleta de Nova York para cá”, avisou divertida a estilista Jussara Lee, brasileira radicada nos Estados Unidos há muito tempo. Fez parte da indústria de luxo tradicional, com desfiles duas vezes por ano, mas, há quase uma década seguiu pelo modelo sustentável de moda de luxo. No lugar de várias lojas em diferentes mercados, mantém um ponto de venda em Nova York fazendo modelos minimalistas, com tecidos tintos com corantes naturais, reutilizando sobras, trabalhando com alfaiates e costureiras da cidade, desenvolvendo sob medida, fazendo consertos. “E estou ganhando mais dinheiro do que antes, com uma qualidade de vida melhor”, assegura Jussara.

De acordo com ela, as pessoas valorizam esse tipo de moda, que busca a economia circular. Um paletó da marca custa U$ 3 mil. “E as pessoas pagam”, diz. A estilista avalia que a sustentabilidade tem o viés do egoísmo. “Não sou santa. No meu caso faço melhor para respirar um ar melhor, ter comida melhor para me alimentar; é para o nosso bem”, resume.

O expert em jeans, o italiano Adriano Goldschmied com uma experiência de 40 anos nesse mercado, avalia que a indústria está diante de novas fronteiras na forma de produzir, com técnicas mais sustentáveis e cada vez mais perto do consumidor; na forma de vender e de comprar; e de criar o jeans. “Os estilistas de luxo estão muito orientados ao denim, como Tom Ford, Gucci, Balenciaga, Balmain. E isso é uma grande vitória para o jeans. Também representa um desafio para nós dessa indústria. Precisamos responder ao mercado com inovações”, defende. Ele cita como exemplo o projeto sobre o qual está atualmente debruçado de desenvolver um denim inspirado na construção do fio de seda, o silk denim.

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