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Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

Economia

Jussara Maturo - 15/06/2018

Negócios com exterior esfriam em maio

Pela primeira vez desde julho de 2017, tanto importações quanto exportações de itens têxteis e de vestuário mostram declínio na comparação com o ano anterior

Em um mês tumultuado pela alta do valor do dólar frente ao real e da greve dos caminhoneiros que parou o país, as importações de itens têxteis e de vestuário somaram US$ 392,47 milhões, volume que correspondeu à queda de 21% sobre abril. Em relação a maio de 2017, o valor representou declínio de 4,32%, a primeira variação negativa sobre o ano anterior nos últimos doze meses, revela análise baseada nos dados fornecidos pelo sistema de acompanhamento da balança comercial brasileira operado pelo ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços.

Os embarques da China foram os mais afetados de modo geral. Responsável por abastecer metade das importações brasileiras, de itens têxteis e de vestuário, o valor em maio caiu 31% em relação a abril, reduzido para US$ 117,73 milhões. A redução das importações de roupas foi ainda maior. O Brasil comprou o equivalente a US$ 110,18 milhões, 46% menos que em abril, sendo que a China forneceu o correspondente a US$ 55 milhões.

EXPORTAÇÕES DESIDRATADAS

Já normalmente reduzidas, as vendas do Brasil ao exterior ficaram ainda menores em maio, quando o país embarcou US$ 92 milhões, entre itens têxteis, incluindo algodão, e roupas, que representaram recuo de 31% em relação a abril e redução de 27% sobre maio de 2017. A Argentina continua sendo o maior comprador deste setor para o Brasil, responsável por US$ 14,27 milhões.

Do total das exportações, as vendas de algodão sustentaram US$ 33,86 milhões. E roupas responderam por outros US$ 10,13 milhões, sendo o Uruguai o principal destino desses embarques, com a compra de US$ 2,56 milhões. Outro destino para as roupas brasileiras em maio foi o Paraguai para onde foram enviados o equivalente a US$ 1,6 milhão, mostram os dados da balança comercial brasileira.

Com menos transações no exterior, o saldo comercial da balança continua deficitário, porém, menor que o do mês anterior. O déficit em maio atingiu US$ 300 milhões.