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Terça-feira, 17 de Julho de 2018

Economia

Redação - 28/06/2018

Emprego em queda no setor de moda

Em maio, indústria demite pelo segundo mês, o varejo volta a enxugar o quadro de pessoal e o atacado faz o primeiro corte em três meses

Deteriorou em maio a oferta de emprego com carteira assinada na moda brasileira. Fortalecido no primeiro trimestre, o nível de emprego na indústria têxtil e de confecção de vestuário recuou pelo segundo mês consecutivo. Depois de abril com fechamento relativamente pequeno de postos (-491), o emprego industrial cortou 4.215 vagas em maio. Ainda assim os cortes são menores que o volume de contratações, deixando saldo positivo nos primeiros cinco meses do ano de quase 10 mil vagas abertas para esse setor, em estimativa com base no levantamento mensal feito pelo ministério do Trabalho a partir do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O comércio de lojas de roupas, tecidos e calçados também reduziu a força de trabalho. O varejo voltou a demitir em maio depois do saldo positivo em abril, cortando 2.383 funcionários no mês. Também o comércio atacadista encerrou vagas, após três meses seguidos de contratações. As empresas do segmento reduziram 45 postos em maio.

SITUAÇÃO NOS ESTADOS
Empresas de Santa Cataria e São Paulo lideraram os cortes de pessoal na indústria e no atacado. Fabricantes têxteis e de roupas catarinenses eliminaram 1.223 empregos em maio, enquanto as de atacado fecharam 56 vagas. A indústria paulista fechou 787 vagas no período e os atacadistas outras 49. São Paulo foi também destaque negativo com a demissão de 676 profissionais do varejo.

Apesar de prevalecerem as demissões na indústria, os fabricantes do Ceará foram no sentido contrário abrindo 116 vagas. No atacado, as lojas do Rio de Janeiro abriram 56 postos em maio e do Paraná outros 55. Apenas em cinco estados os varejistas contrataram mais que demitiram : Bahia (148), Pernambuco (144), Minas Gerais (69), Sergipe (20) e Paraíba (17), de acordo com o Caged.

De acordo com o Caged, em maio o Brasil criou 33.359 vagas com carteira assinada no balanço geral. Indústria e varejo foram as duas únicas atividades a fechar o mês com saldo negativo. A indústria da transformação com menos 6.461 e comércio menos 11.919.