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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

Economia

Jussara Maturo - 26/07/2018

Junho foi o pior do semestre para o emprego

Trimestre termina com oferta de trabalho em baixa na indústria e no comércio de roupas e de itens têxteis

Junho terminou com a oferta de trabalho em declínio para o mercado das roupas e dos produtos têxteis em geral. Tanto a indústria quanto o comércio cortaram vagas de emprego com carteira assinada no mês. Os fabricantes têxteis fizeram em junho o maior corte do ano, com o fechamento de 6.169 vagas, mostra o levantamento mensal feito pelo ministério do Trabalho a partir do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Depois de um trimestre com emprego em alta, o setor enxugou o quadro de pessoal ao longo de todo o segundo trimestre. Mas como o nível de contratações de janeiro a março foi alto, o saldo do primeiro semestre permanece positivo. As indústrias de São Paulo lideraram os cortes, encerrando 2.296 vagas. As de Santa Catarina cortaram 1.428 empregos formais e as de Minas Gerais ficaram com 874 vagas a menos do que tinham em maio.

Embora tenham predominado as demissões na maior parte do país, em alguns poucos estados o número de contratações cresceu. É o caso da Bahia que preencheu em junho 373 vagas a mais do que tinha em relação ao mês anterior; de Mato Grosso que abriu 197 postos de trabalho; e o Amazonas que teve um avanço residual de 46 vagas a mais.



O varejo de moda continuou a demitir. Apenas em abril as contratações foram superiores ao volume de demissões. Nos outros cinco meses, o cenário foi de enxugamento. Em junho, o recuo atingiu 3.507 empregos no segmento. Só em São Paulo, o comércio varejista eliminou 1.377 vagas; no Rio de Janeiro foram cortados 469 empregos; e 359 foram fechados no Rio Grande do Sul. Os poucos estados nos quais o comércio varejista abriu vagas foram Bahia, com oferta de 88 empregos a mais que em junho; e Pernambuco com 50 empregos adicionais.

O comércio atacadista de roupas e tecidos registrou 285 cortes em junho, o maior volume de demissões do ano, de acordo com o Caged. Nesse segmento, o Paraná eliminou 106 empregos; menos 52 em São Paulo; e menos 45 no Ceará. As contratações foram muito discretas, registradas na Bahia (19 vagas a mais) e no Espírito Santo (seis vagas a mais).

SITUAÇÃO DO EMPREGO GERAL
Junho foi o primeiro mês com queda do emprego formal em 2018, quando foram encerradas 661 vagas com carteira assinada, mostra o levantamento do Caged. Como em maio, indústria da transformação e comércio foram as duas atividades a fechar com o maior volume de demissões. A indústria da transformação com menos 20.470 e o comércio com menos 20.971.