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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

Economia

Jussara Maturo - 28/09/2018

Preços voltam a subir no atacado

O aumento de agosto em roupas foi pequeno em relação a julho, enquanto em têxteis a recomposição foi mais forte

A trégua relativa dos preços industriais em julho foi derrotada em agosto com aumento generalizado entre as 24 atividades acompanhadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor) do mês. Apenas alimentos e metal registraram variação negativa de preços no atacado, mostra a pesquisa. De modo geral, a indústria aumentou em 0,83% sobre julho, abaixo dos índices exibidos nos últimos cinco meses. Os reajustes dos setores em roupas e têxteis ficaram abaixo dessa média.

Os artigos têxteis subiram 0,72% na porta de fábrica, influenciados por tecidos de algodão e itens atoalhados mais caros. Os preços de roupas ficaram praticamente estáveis em agosto na comparação com mês anterior, quando teve queda. Houve um avanço muito discreto de 0,06%, puxado basicamente pelo aumento de cuecas, calcinhas e sutiãs feitos de malha, aponta a pesquisa do IBGE. Foi a menor expansão registrada entre as 22 atividades monitoradas que tiveram variação positiva de preços em agosto.

DESEMPENHO SOBRE AGOSTO DE 2017 E NO ANO

Se o índice mensal é pequeno, a análise de comparação com agosto de 2017 e o acumulado do ano mostram um salto grande nos preços da indústria. A média geral aponta para alta de 16,51% sobre igual mês do ano passado, um dos mais altos da série, declara Alexandre Brandão, gerente do IBGE na pesquisa IPP. O acumulado do ano também registra índice de dois dígitos: aumento de 10,75%.

O cenário da área de têxteis e roupas é diferente, apesar de ambos os setores registrarem aumentos de preços no atacado. Sobre agosto de 2017, o avanço da indústria têxtil assinala alta de 8,09% e o da indústria do vestuário mostra aumento de 5,20%. No acumulado de janeiro a agosto, os reajustes foram maiores, ainda que permanecendo bem abaixo da média da indústria: vestuário, alta de 8,08%, frente a inflação de moda acumulada em 2,85%; e têxteis, avanço de 7,16% no total dos oito primeiros meses do ano.