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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

Economia

Jussara Maturo - 01/10/2018

Nível do emprego continua em declínio

Dados do Caged de agosto mostram que o saldo de vagas formais permaneceu negativo tanto na indústria quanto no varejo de têxteis e roupas

Agosto foi mais um mês de saldo negativo para o emprego tanto na indústria quanto no comércio de têxteis e de roupas. Pelo quinto mês consecutivo, a indústria têxtil fecha vagas, cortando 2.738 postos de trabalho com carteira assinada. Com esse resultado, de janeiro a agosto a atividade acumula 2.132 trabalhadores a menos, assinala o levantamento mensal feito pelo ministério do Trabalho a partir dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O corte de vagas formais não foi disseminado entre os estados.

Entre os 18 estados que reduziram o nível de emprego no setor, a indústria têxtil e de confecção de vestuário paulista foi a que mais demitiu, eliminando 1.579 vagas. A de Minas Gerais cortou 482 postos e a de Santa Catarina fechou outros 364 lugares. Na ponta oposta, seis contrataram mais que demitiram, como a indústria do Mato Grosso, que manteve a curva em crescimento, com a abertura de 153 vagas a mais do que tinha em julho. Nos demais estados, o nível de emprego ficou estável.



VAREJO ENCOLHE E ATACADO CONTRATA
Como aconteceu em agosto do ano passado, o corte de vagas no varejo brasileiro de têxteis e roupas ficou menos severo. Em agosto de 2018, foram cortados 987 empregos. No acumulado dos primeiros oito meses, foram 48.789 postos cortados, superior às 42.347 vagas encerradas no mesmo período de 2017, revelam os dados do Caged.

O comércio varejista do Rio de Janeiro foi o que mais cortou em agosto, com 515 vagas a menos, seguido pelo do Rio Grande do Sul (-322) e por Minas Gerais (-230). Já o comércio de têxteis e roupas de São Paulo abriu em agosto 582 postos de trabalho. O varejo do Pará é o segundo com a oferta de 106 vagas a mais.

Depois de três meses em queda, o comércio atacadista de têxteis e roupas voltou a contratar mais que demitir, tendo criado em agosto 32 vagas a mais do que tinha no mês anterior. Em dez estados, as contratações superaram os cortes, sendo que os atacadistas de Goiás lideraram a oferta, abrindo 76 postos. Como no varejo, o atacado do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro foram os que mais enxugaram o quadro de pessoal, restando com 44 e 34 vagas a menos do trabalhavam em julho. Ainda assim, no acumulado de janeiro a agosto, o segmento tem saldo negativo de 78 vagas.

SITUAÇÃO DO EMPREGO NO BRASIL
O cenário do mercado de têxteis e roupas destoa do balanço geral do país, que em agosto registrou 110.431 novas vagas no mercado formal, das quais 66.256 abertas no setor de serviços, informa o ministério do Trabalho.