Compra das novas coleções, que chegaram ao varejo a partir de fevereiro, explicam parte do reajuste que ficou muito acima da média geral da indústria brasileira
Diferentemente do que ocorreu no início de 2017, a indústria de vestuário elevou os preços para o atacado em 4,05% em janeiro, recompondo as perdas registradas em dezembro. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) atribui o forte aumento, o maior anotado entre todas as 24 atividades monitoradas para a formação do IPP mensal (Índice de Preços ao Produtor), a uma combinação de fatores. A compra das coleções de inverno, que começaram a chegar ao varejo a partir de fevereiro, é o principal motivo junto com pressão nos custos de produção e mão de obra, cita o relatório da pesquisa.
Roupas de malha, incluindo peças íntimas, e calças masculinas foram os itens que mais encareceram as compras de atacado, de acordo como levantamento do IBGE. O comportamento dos preços de vestuário em janeiro foi o contrário do observado em 2017, quando o ano começou com queda do IPP nesse segmento.
A média geral entre as 24 atividades pesquisadas indica alta dos preços de fábrica, sem custo de frete ou impostos, de 0,43%, porque metade das atividades fizeram reajustes para cima em janeiro em relação a dezembro, marcando seis meses consecutivos de alta dos preços industriais.
Como aconteceu em janeiro de 2017, a indústria têxtil por sua vez começou 2018 com variação negativa, depois de dois meses de aumento. A queda foi calculada em 0,26%, puxada basicamente pelo recuo nos preços dos tecidos 100% algodão, aponta a pesquisa do IBGE, uma vez que fios de algodão e tecidos mistos de algodão ficaram mais caros no período.
SOBRE JANEIRO DE 2017
O confronto com igual mês de 2017 revela que o preço do vestuário e de produtos têxteis subiram menos do que a média da indústria brasileira em janeiro. Nessa comparação, o IPP geral correspondeu a aumento de 4,28%. Os fabricantes de itens têxteis reajustaram em 2,66% no mesmo período, enquanto as confecções de vestuário e acessórios subiram os preços para o atacado em 1,26%.