Mesmo sendo comum nessa época do ano, queda da importação têxtil foi mais forte, mantendo a balança comercial com superávit.
Pelo segundo mês consecutivo em anos, o setor têxtil e de roupas brasileiro repetiu superávit na balança comercial. Manteve a posição em novembro, a despeito da queda na importação e na exportação em relação a outubro. O superávit foi de US$ 102,73 milhões. A importação têxtil e de roupas movimentou US$ 398,62 milhões. A exportação têxtil e de roupas puxou US$ 501,35 milhões.
Em ambas as operações, quando comparadas aos números do mês anterior, o Brasil enfrentou queda dos negócios. O desaquecimento é comum nessa época do ano, quando o varejo já recebeu nos estoques as mercadorias que venderá no período de férias. Como também reduz o volume de pedidos, a indústria faz menos provisões, medida que foi especialmente agravada em 2019, com o consumo enfraquecido e o dólar nas alturas.
A importação em geral caiu 20,15% de um mês para o outro, conforme mostram os dados levantados pelo GBLjeans a partir do sistema de controle do comércio exterior do governo federal. Metade do valor das importações de novembro veio da China, responsável por vender ao Brasil US$ 198,82 milhões, que correspondeu à diminuição de US$ 100 milhões sobre os negócios realizados em outubro.
Sobre novembro de 2018, a redução nas importações foi de 10,60%. No acumulado de janeiro a novembro o Brasil também importou menos que em igual período de 2018. Com queda em torno de 5%, a importação têxtil somou US$ 5,03 bilhões até novembro. A China forneceu US$ 2,74 bilhões. O Vietnã vem em seguida com US$ 351,61 milhões e a Indonésia com US$ 207,57 milhões.
NO VAIVÉM DO ANO EXPORTAÇÃO TÊXTIL RECUA
Depois de dois meses de forte alta, caiu a exportação têxtil em geral, incluindo algodão e roupas, em novembro frente a outubro. O declínio foi de 7,87% na passagem de um mês para o outro. Dos US$ 501,35 milhões vendidos ao exterior, US$ 412 milhões correspondem aos embarques de algodão, sobretudo a países asiáticos. Mais uma vez A China foi o principal comprador, bancando US$ 121,29 milhões. Paquistão e Vietnã foram os outros dois destinos do algodão brasileiro. O primeiro absorveu US$ 76,65 milhões e o segundo com US$ 62,89 milhões.
Sobre novembro de 2018, porém, a expansão alcançou 15%. O acumulado de janeiro a novembro mantém o desempenho da exportação do setor em alta. Os embarques em 11 meses do ano alcançaram US$ 3,03 bilhões, crescimento de quase 40% (38,86%). Nesse confronto, os países compradores de algodão lideram o percurso das vendas. Com China na frente ao comprar US$ 658,04 milhões. O Vietnã vem bem atrás com US$ 318,84 milhões. E a Indonésia fecha os três maiores, registrando compra de US$ 304,93 milhões de janeiro a novembro.
DESEMPENHO EM ROUPAS
Em roupas, o país está longe de ter superávit, mesmo com as importações novamente em baixa. O país registrou US$ 123,98 milhões em compra de vestuário. O volume corresponde a queda de 15,04% na comparação com outubro. Da China vieram US$ 59,86 milhões. Bem atrás, fica Bangladesh como segundo maior fornecedor, com US$ 13,14 milhões negociados.
Sobre outubro de 2018, a importação brasileira de roupas caiu próximo a 2,81%. O acumulado de janeiro a novembro que soma US$ 1,53 bilhão representa recuo de quase 10% sobre o mesmo período de 2018, quando o país comprou US$ 1,69 bilhão.
Já a exportação de roupas brasileiras subiu 30,52%. Alcançou US$ 16,73 milhões, o maior valor mensal de 2019. O Paraguai que é o maior comprador das roupas nacionais respondeu em novembro por US$ 5,45 milhões do total. O Uruguai continua em segundo lugar com compras de US$ 3,42 milhões. E os Estados Unidos cederam o terceiro lugar no mês para a Argentina que sustentou compras com US$ 1,78 milhão.
Sobre outubro de 2018 a exportação de roupas cresceu 4,77%. O acumulado de janeiro a novembro somou US$ 134,87 milhões, alta de 5,93% sobre igual período do ano passado. O Paraguai absorveu U$ 35,24 milhões; o Uruguai outros U$ 26,64 milhões; e os Estados Unidos, US$ 17,57 milhões.