Em junho, reajuste de preços desacelera e só não foi menor por causa de roupas masculinas que subiram muito acima da inflação oficial.
Depois de registrar aumento de preços em maio de 0,91%, o mais alto do ano, a inflação da categoria de moda, que inclui roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias, perdeu a força em junho. O reajuste no mês foi de 0,32%, ficando abaixo da inflação oficial, medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que também desacelerou em junho, batendo 0,35% em junho, o índice mais baixo desde agosto do ano passado.
No caso de moda, a inflação voltou a ser pressionada pela alta no preço das roupas masculinas, o item que mais subiu em junho na categoria, com aumento de 0,85% – ainda assim, menor do que o 1,88% verificado em maio. Roupas infantis ficaram 0,33% mais baratas que em maio, assim como jóias e bijuterias cujos preços recuaram 0,17%. O preço das roupas femininas avançou 0,12%, o item que menos subiu em moda; os tecidos encareceram 0,43%; e calçados tiveram aumento de 0,44%, mostra a pesquisa do IBGE para compor o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês.
Entre as capitais destacadas pelo IBGE para avaliar o desempenho de preços, as três cidades mais caras em junho foram Recife (1,5%, onerada pelo grande aumento no preço das roupas em geral); Belo Horizonte (1,02%, que incorporou a queda de 0,03% de maio, com alta em todos os itens de moda), e Belém (0,89%, que poderia ser maior, não fosse a queda no custo das roupas infantis e de tecidos).
Com comportamento oposto, apenas duas regiões metropolitanas apontaram para queda de preços. Em São Paulo, o recuo foi de 0,13%, cidade que teve três meses de alta e três meses em queda ao longo do primeiro semestre. Salvador também apresentou o mesmo desempenho oscilante, registrando discreta redução de preços de 0,06% em junho na comparação com maio.
Dessa forma, a inflação de vestuário no primeiro semestre de 2016 subiu 2,35%, bem acima da alta de 1,39% observada em igual período do ano passado. Já a inflação oficial fechou o semestre acumulando aumento de 4,42%, bem abaixo dos 6,17% registrados nos primeiros seis meses de 2015, destaca o IBGE.