Em agosto, confecções registraram o maior declínio de atividade do ano, com recuo também em têxteis, embora bem menor, e da indústria como um todo.
Novamente, a indústria de produtos têxteis e de roupas reduziu a atividade produtiva pelo segundo mês seguido, depois da alta de junho. Acontece que as confecções pisaram fortemente no freio em agosto, registrando declínio de produção de 6,9%, em relação ao mês anterior, o maior dos últimos dois anos. Só foi menor que em junho de 2014 quando as empresas do segmento cortaram 10% do volume produzido. O breque da indústria têxtil foi mais suave que o das confecções e do mês anterior.
O segmento de produtos têxteis reduziu a atividade de fábrica em 0,4%, durante agosto, registra a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, divulgada esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A indústria de modo geral apontou recuo de 3,8%, interrompendo cinco meses de resultados positivos consecutivos, revela a pesquisa.
SOBRE AGOSTO DE 2015
A comparação com igual mês do ano anterior mostra que pela primeira vez em 24 meses a indústria de itens têxteis produziu mais. A alta foi de 4,2%. Para as confecções de roupas, a queda no confronto com agosto de 2015 foi de novo negativa, com redução de 7,3%. Também a média da indústria em geral foi desfavorável, com decréscimo de 5,20%.
ACUMULADO DO ANO
De janeiro a agosto, apesar de meses com produção em alta, a indústria continua a encolher. No acumulado de oito meses, as confecções caíram 9,4%; as empresas de produtos têxteis reduziram 8,5%. A média geral foi de variação negativa de 8,2%.