E as roupas, especialmente as masculinas, foram as que mais pressionaram o aumento de preços no varejo, mostra pesquisa do IBGE
A inflação de moda que vinha desidratando nos últimos meses, ou subindo pouco em relação à inflação oficial, esquentou em outubro. Subiu 0,33%, puxada pelos reajustes aplicados aos preços das roupas, sobretudo as masculinas, diz a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que mede o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). É um movimento esperado para esta época do ano, que tem o auge das coleções de primavera/verão nas lojas. Ainda assim aumentou menos do que em outubro do ano passado, quando o IPCA de moda foi de 0,71%.
A inflação oficial brasileira foi de 0,45%, em outubro em relação ao mês anterior, repetindo o que já havia ocorrido em setembro, até aqui a mais alta do ano. As roupas que tinham segurado os preços da categoria Vestuário da pesquisa, dispararam. Os artigos de vestuário para homens passou o IPCA geral, subindo 0,66%. Também os reajustes das roupas femininas ficaram acima da inflação total, com aumento de 0,52%. As roupas infantis subiram 0,31%.
Joias e bijuterias encareceram 0,66% em outubro; Tecidos e armarinhos ficaram 0,46% mais caros. Os únicos produtos que tiveram variação negativa no mês foram Calçados e acessórios, cujos preços recuaram 0,17% sobre setembro, registra o IBGE.
CUSTO DA MODA NAS CAPITAIS
Entre as 16 capitais que são destaque da pesquisa que mede o IPCA, apenas em três os preços caíram na passagem de setembro para outubro: Goiânia (-0,66%); Porto Alegre (-0,30%, neutralizando parte do forte aumento registrado em setembro); e Campo Grande (-0,10%).
Nas outras 13 cidades, o movimento inflacionário se agravou. Em quatro delas a inflação subiu acima do índice geral: Aracaju (1,01%); Distrito Federal (0,92%); São Luís (0,78%); e Fortaleza (0,76%), indica o IBGE.
ACUMULADO DO ANO
Até outubro, a inflação geral acumulada do ano subiu 3,81% sobre igual período de 2017, revela a pesquisa. Mais uma vez, a categoria Vestuário registra variação negativa nesse período agregado, que foi amenizada no entanto pela alta de outubro. Em nove meses, a inflação do setor caiu 0,09%. O índice foi influenciado por roupas masculinas (-0,45%); roupas infantis (-0,08%); calçados e acessórios (-1,08%).
A queda só não foi mais intensa porque os preços de joias e bijuterias acumularam alta expressiva pelo segundo mês consecutivo, com aumento somando 4,23%, assim como tecidos e armarinhos que subiram 2,62%. Os preços das roupas femininas ficaram 0,24% mais caros que no acumulado de janeiro a outubro de 2017.