O acumulado do ano ainda sente, porém, a queda brusca de vendas em março e abril, com metade dos estados em retração.
Pelo segundo mês consecutivo, o varejo de moda, que inclui roupas, tecidos e calçados, registrou alta nas vendas. Em junho, cresceu 1,5% em volume e 1,6% em receita nominal. Assim como em maio, foi a categoria de maior expansão entre os oito segmentos analisados para a Pesquisa Mensal do Comércio. Os dados foram liberados na manhã desta quarta-feira, 7, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Da mesma forma que no mês anterior, em junho o varejo de moda expandiu acima do comércio em geral. Segundo a pesquisa do IBGE, o comércio varejista brasileiro ficou praticamente estável no mês. Apresentou pequena variação positiva de 0,1% em volume de vendas sobre maio, mês que não apresentou oscilação na comparação com o fraco abril. No entanto, a receita nominal de junho recuou 0,3%.
DESEMPENHO DO PRIMEIRO SEMESTRE
A alta das vendas de maio e junho não foi suficiente para reverter o impacto das acentuadas quedas experimentadas pelo varejo de moda entre março e abril. Por isso, o segmento fecha o primeiro semestre de 2019 com queda de 0,4% em volume de vendas sobre igual período de 2018. Quanto à receita nominal não houve variação, refletindo o ambiente de promoções de modo a atrair movimento para as lojas.
Entre os 12 estados que são destaque na pesquisa de comércio, metade conseguiu resultados superiores aos registrados no primeiro semestre de 2018. O melhor desempenho continua sendo anotado pelo varejo de moda de Goiás, que acumulou alta de nada menos que 10,3%. Embora ainda enfrente recuo de 8,5% acumulado nos primeiros seis meses de 2019 sobre o ano anterior, o varejo de moda de Minas Gerais reduziu pequena parte da perda com os resultados de junho.
O comércio varejista em geral apresentou alta de 0,6% de janeiro a junho em volume de vendas. A expansão da receita nominal foi bem superior. Acumulou aumento de 4,6%, lembrando que a inflação oficial brasileira em junho foi de 2,23%.