Marca de moda masculina fortalece a linha casual e estreia no online, com ecommerce próprio e presença em marketplaces.
A partir do verão 2020, a Buckman assume novo perfil, mais voltado para a moda masculina casual. A coleção da temporada ampliou a quantidade de modelagens, especialmente de polos e jeans. O ajuste de rumo acompanha a mudança detectada pela marca. O mercado corporativo está mais relaxado nas exigências em relação aos trajes de trabalho, constata Natalia Di Nardo, gerente de marketing da empresa. Outro sinal dos novos tempos para a marca é a estreia em vendas online.
Há cerca de três meses, a Buckman começou a operar ecommerce próprio. Ao mesmo tempo, fechou acordo para ter as coleções comercializadas pela plataforma de vendas Dafiti. E está em negociação com outros marketplaces, conta a gerente. Apesar de recente, a experiência com comércio eletrônico mostra que os modelos casuais são os que mais vendem pela internet. “Nas lojas físicas o social predomina porque costumes demandam ajustes que são realizados pela marca sem custo ao consumidor”, analisa Natalia.
O jeans que representava uma fatia muito pequena das coleções, algo como 5%, vem ganhando espaço, impulsionado pela demanda. Um modelo recente de calça skinny esgotou rapidamente, levando a empresa a ter que repor rapidamente e com mais opções, cita a gerente como exemplo. A coleção do verão 2020 já contempla a oferta fortalecida da linha casual.
ENTRADA NO ATACADO A PARTIR DO INVERNO 2020
A estratégia de diversificar canais de venda da Buckman prevê ainda a entrada no mercado de atacado. Postergado desde 2017, quando concentrou os investimentos no varejo físico, o projeto começa a partir da coleção do inverno 2020, informa Natalia Di Nardo. Serão contratados sete representantes comerciais. E a expectativa é conquistar em torno de 200 multimarcas ao longo do primeiro ano de operação.
Atualmente, a marca com 30 anos de mercado conta com 18 lojas próprias de varejo. E mantém há dois anos a média de 120 mil peças por coleção.