A 3ª edição da pesquisa ouviu 15 mil clientes de 21 países, incluindo Brasil, mapeando hábitos de compra, uso e descarte de roupas

A plataforma de e-commerce Shein divulgou os resultados da terceira edição de seu Global Circularity Study, pesquisa que ouviu 15.461 clientes de 21 países para mapear hábitos de compra, uso e descarte de roupas. O levantamento, o maior já realizado pela companhia, visa obter uma visão de como os clientes compram, usam e gerenciam roupas ao longo do ciclo de vida do produto, desde a decisão de compra até o descarte.
Nas edições de 2023 e 2024, o estudo de circularidade na moda da Shein entrevistou cerca de 3.500 clientes de seis países a cada ano. Para a Shein, a adoção de práticas circulares é mais provável quando os consumidores as consideram fáceis, convenientes no dia-a-dia e relevantes.
Na edição sobre 2025, o estudo mostra que os clientes de 21 países – Austrália, Brasil, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Japão, México, Holanda, Polônia, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos – priorizam preço, conforto e durabilidade na hora de comprar. Mas enfrentam barreiras práticas para ampliar práticas sustentáveis como reparo e reciclagem.
“Esses achados reforçam a importância de criar sistemas e iniciativas que incentivem comportamentos capazes de ampliar a vida útil das peças, alinhados à realidade do uso diário das roupas em cada país”, declarou por comunicado de imprensa Mustan Lalani, head global de sustentabilidade da Shein.
COMPRA
:. 71,6% sempre consideram o valor antes de decidir a compra. No Brasil, 92,3% buscam o melhor preço quando compram roupas no ambiente online.
:. 89% avaliam se a peça serve. No Brasil, o percentual sobe para 91,4%.
:. 84% buscam roupas que reflitam identidade e necessidades práticas.
:. Brasil e Arábia Saudita priorizam preço, qualidade do produto e acabamento como três fatores principais, em vez de refletirem o estilo pessoal e a autoexpressão.
:. Sustentabilidade e reputação da marca aparecem em segundo plano (40% e 52%, respectivamente).
USO E DURABILIDADE
No Brasil, o consumo é mais contido, o uso das peças é prolongado e práticas de reaproveitamento fazem parte da rotina.
:. Peças básicas, como camisetas e jeans, são usadas mais de 50 vezes por 41% dos clientes da Shein.
:. Já 51,5% dos brasileiros dizem usar as roupas do dia-a-dia compradas na Shen mais de 50 vezes antes de repassar. Constitui o terceiro maior índice, atrás apenas de França e Espanha.
:. Sapatos, 49,9% dos brasileiros disseram usar mais de 50 vezes antes de descartar. Para roupas esportivas, o índice para o Brasil é de 46,9%, e de outwear é de 42,3%.
:. Conforto (88%) e ajuste (82%) determinam quanto tempo a roupa permanece no guarda-roupa. Conforme a Shein, para seu público, durabilidade dos produtos representa o principal atributo de moda sustentável.
PRÁTICAS CIRCULARES
:. Na média geral, 82% repassam as roupas usadas a familiares ou ONGs. Esse índice sobe para 88,1% no Brasil, considerado o maior índice global. E 77,4% dos brasileiros doam para instituições.
:. 62% fazem ajustes simples no mundo. No Brasil, 80% já consertaram roupas que compraram na Shein.
:. A taxa de reciclagem formal é de 20,8% entre os entrevistados brasileiros. E de 37,2% na média global.
PERFIL DO CONSUMIDOR
:. O estudo ouviu 15.461 entrevistados de 21 países, com idade entre 18 e 44 anos. No Brasil, 833, sendo 92% de mulheres.
:. 74,4% da amostra global têm renda abaixo da média dos países.
:. 71,1% compraram menos de 30 peças em 12 meses. No Brasil, 77,8%.
:. 10,7% dos brasileiros compraram mais de 50 peças em 12 meses. Nos 21 países, média de 15,5% compraram mais de 50 peças em um ano.


