Pandemia dobra o prejuízo em relação a igual período de 2020, mas companhia está estimulada com recuperação a partir de abril.

As restrições ao varejo físico por causa da covid-19 ao longo do primeiro trimestre repercutiram nos resultados. A receita da C&A caiu 20% no período, quando comparada a igual período do ano passado. Recuou para
R$776,1 milhões. O baque não ficou restrito à receita da C&A. Foi ainda maior nas margens, com o prejuízo líquido mais que dobrando na mesma comparação. As perdas acumuladas de janeiro a março deste ano totalizaram R$138,5 milhões contra R$55,4 milhões em igual trimestre de 2020.A despeito deste cenário, Paulo Correa, CEO da C&A, afirmou em teleconferência de resultados que a companhia vai manter a agenda de crescimento especialmente a partir do segundo trimestre.
Nos três primeiros meses de 2021, a varejista inaugurou duas lojas, elevando a rede para 297 pontos. Porém suspendeu a inauguração de mais mini-stores. No relatório de resultados, a empresa pondera que esse formato de loja exige locais de muito fluxo de pessoas e dada a natureza mais compacta do espaço, “evitar aglomeração se torna muito difícil”.
EFEITOS NA RECEITA DA C&A
Com a reabertura das lojas a partir de abril, a C&A acelerou a expansão. Inaugurou mais sete lojas até meados de maio, chegando a 304 unidades.
As vendas do Dias das Mães ficaram acima do esperado, acrescentou Correa aos analistas de mercado. “Com claro crescimento em relação a 2019”, ressaltou o executivo.
Espera que a recuperação se mantenha, com a esperança de que a vacinação contra covid-19 “possa evitar cada vez mais novos picos pandêmicos”.
O investimento do trimestre somou R$70,7 milhões. Do total, R$27,1 milhões destinados à abertura de lojas. Os projetos de tecnologia digital consumiram outros R$25,5 milhões. Para a modernização da cadeia de suprimentos empregou R$14,3 milhões. O restante foi gasto com reformas e manutenção.