Os produtos da nova geração são mais versáteis e, de quebra,consomem menos água e energia
Sob a denominação genérica de resinas, fica submersa uma variedade muito grande de produtos e com diferenças químicas importantes entre eles. Existe resina para criar memória, dar brilho, formatar, para pigmentação, fixação do índigo, para desenvolver um aspecto emborrachado, empapelado ou para dar maciez ao tecido. Para cada efeito corresponde um tipo ou mesmo a combinação de mais de um produto.
Resinas são manipuladas pelo mercado de jeans há bastante tempo. Mas há uma nova geração de produtos com parâmetros específicos, mais versáteis, que demandam menos água na aplicação, menos tempo de máquina, equipamentos próprios. Desde meados do ano passado, as empresas químicas investiram em novidades, tanto em termos de composição de produtos para serem usados no acabamento de peças confeccionadas quanto em técnicas de aplicação. “Hoje as resinas são mais resistentes, flexíveis, macias e mais rápidas na cura”, aponta Ilan Silveira, coordenador administrativo da Virkler, empresa que produz quatro famílias de resinas.
Entre as novidades para as coleções de 2008, Henrique Leite, diretor da Garmon Sul América, cita a resina que associada ao cloro promove um efeito esbranquiçado em tonalidades diferentes. “É um bleaching por spray sobre a resina”, explica o executivo. Atualmente, a empresa fornece de dez a 12 tipos diferentes de resinas. “Os bigodes redondos continuam fortes, com tendência a virar um básico no jeans dentro de um ano, como aconteceu com o lixado”, afirma Leite.
De fevereiro para cá, a Texpal anunciou resinas para bigodes arredondados e começa a trabalhar em produtos que podem colorir e até plastificar, quando prensados, conta Nelson Takeshi Enomoto, coordenador da área de lavanderias industriais da Texpal. O carro-chefe da empresa atualmente é o produto para bigode numa combinação de três resinas -ativadora, de memória e amaciante – de acordo com receita a ser empregada junto com a Margarita, máquina para bigodes tridimensionais que a coligada Easy Laser comercializa.
Em dezembro, a Siebert renovou a linha de resinas. São oito tipos destinados ao acabamento de peças jeans, como amassados, reserva, encerado, com brilho, fluorescente. Segundo Fernando Siebert, diretor da empresa, o efeito teia de aranha começa a aparecer, imprimindo o visual de um objeto quebrado. Para junho, ele prevê o lançamento de resinas para acabamentos com brilho e toque encerado. A empresa atua basicamente em lavanderias do sul do país.
A AGS, mais recentemente, desenvolveu uma técnica pela qual o uso do papel de estamparia na aplicação metalizada pode ser substituído por um tipo de glitter mais fino que o normal. “É ideal para lavanderias que não têm serviço de estampa”, garante Eduardo Fernandes, gerente de vendas da empresa. A linha de resinas AGS tem opções para pigmentação em peças, versões incolores que dão toque plastificado ou emborrachado, para fixação do índigo, para efeitos amassados.
Desde o ano passado, a Splashcor vem renovando a linha de resinas. Tem duas versões para o efeito sujinho – a Dirty e a Dirty Soft, sendo que com a segunda a peça já sai amaciada, explica Celso Comisso, diretor da empresa. Também lançou a Mofo, que exige a mistura de dois produtos, e a SPR destinada a segurar a cor de fundo do denim, enquanto a peça passa por processos como desengomagem e amaciamento.
A Lambra começa a oferecer para acabamentos em lavanderias de jeans a resina poliuretana Rolflex, antes empregada apenas na indústria têxtil. Segundo Wenerson Barbosa, responsável pela área de lavanderia da empresa, dependendo do processo empregado, o efeito varia. Por exemplo, com a prensa o toque fica emborrachado; em alta temperatura, brilhante; e sozinho, a peça fica com tom opaco.
*colaborou Priscila Franco
fotos: GBLjeans / reprodução empresas