Glossário Ambiental

Glossário Ambiental

O GBLjeans compila uma lista de termos e expressões ligados à sustentabilidade.

Diante da escalada do uso de termos e expressões vinculados ao discurso de sustentabilidade, o GBLjeans montou um Glossário Ambiental. Para isso, compilou uma lista curta que ajuda o leitor que tem interesse a dominar o vocabulário ambiental.

Ao lado de cada termo ou expressão em português, o glossário ambiental do GBLjeans acrescenta a correspondência em inglês. Isso pode ajudar em pesquisas mais aprofundadas.

Para montar esse glossário ambiental, a equipe do GBLjeans consultou cerca de 60 fontes online diferentes, entre organismos internacionais, agências governamentais, ONGs, estudos disponíveis na plataforma web.

Também vai encontrar links para calculadoras online de pegada de carbono e de pegada hídrica. No caso de água, consulte o termo Água Azul do Glossário Ambiental.

Se não encontrar algum termo que seja de interesse geral sobre o assunto, envie e-mail ou mande mensagem pelo WhatsApp, que acrescentaremos, na medida do possível.

A consulta é aberta porque o GBLjeans conta com o apoio da Santanense Sportswear para o lançamento deste Glossário Ambiental.

TERMOS DE A A Z

Referência a compromisso assinado por 195 países em 12 de dezembro de 2015. Estabelece metas para redução da emissão de carbono na atmosfera e para conter o aquecimento global, mantendo em 1,5ºC.

Entrou em vigor em 4 de novembro de 2016. Brasil é um dos signatários.

Acordo foi costurado ao longo COP21 (21ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), em Paris, na França.

Documento consolidado com diretrizes para a mudança de rumos no desenvolvimento global para o século 21. Formulado como um grande plano de ação e divulgado para adesão durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, conhecida como ECO-92.

A Agenda 21 defende a abordagem integrada e sistêmica das dimensões econômica, social, ambiental e política.

Modelo de uso e ocupação do solo que combina em uma mesma unidade de manejo o cultivo de plantas perenes, que demoram anos para crescer, com plantas sazonais, como ervas. Além de arbustos, culturas agrícolas, pastagens e, mesmo, animais.

Arranjo garante alta diversidade de espécies e interação entre estes componentes. Dessa forma, reduz muitos dos efeitos negativos atribuídos à agricultura, como poluição da água, perda de biodiversidade, desertificação, erosão e degradação do solo. Ao mesmo tempo, não compromete a produtividade das culturas.

Termo corresponde a água doce. São águas superficiais e subterrâneas disponíveis para irrigação, uso urbano e industrial e fluxos ambientais. Água que é retirada de um corpo d’água e devolvida em etapa posterior ao uso.

Assim como no carbono existe a ferramenta de cálculo de pegada hídrica. O Glossário Ambiental do GBLjeans cita como exemplo a Blue Water Footprint.

Quantidade de água doce necessária para diluir a poluição em determinada bacia e atender padrões específicos de qualidade.

É a água das chuvas que fica retida nas plantas e no solo, sendo decisiva para o crescimento das plantas.

De certa maneira, tudo é degradável. É só uma questão de tempo. Biodegradável tem a ver com a decomposição natural.

É o que acontece quando algo se degrada de forma fácil, natural e gradual no ambiente, como uma fruta ou verdura, papel e madeira, resíduos humanos ou de animais. Pode levar dias, meses ou anos.

Em grande quantidade, e sem controle, representa um problema ambiental, como os lixões a céu aberto, cercados de mau cheiro, gases e líquidos que contaminam o solo.

É diferente de um processo compostável.

Refere-se a todas as espécies de seres vivos existentes no planeta: plantas, animais, microorganismos, em ecossistemas terrestres, marinhos ou aquáticos.

A biodiversidade do planeta é tão rica e vasta que ainda se descobre espécies. Outras estão, porém, em risco, ameaçadas de extinção devido a atividades predatórias como poluição, desmatamento, o uso indiscriminado de recursos naturais, o crescimento desordenado das cidades, entre outros fatores.

Área geográfica classificada de acordo com as plantas e animais que vivem nela. Pode ser floresta, pradaria, marinho, de água doce, deserto.

No Brasil, são reconhecidos seis biomas: Amazônia; Caatinga; Cerrado; Mata Atlântica; Pampa; e Pantanal.

Até o momento, as zonas costeira e marinha são ecossistemas associados aos demais biomas.

Usada para abastecer geradores elétricos e outras máquinas. É material biológico, não fóssil, de origem vegetal ou animal.

Os materiais mais comuns usados para energia são produtos agrícolas, como milho e soja.

Prática de emular modelos ou sistemas que ocorrem na natureza para resolver problemas humanos complexos.

Apesar de o termo não ser recorrente na abordagem ambiental da moda, foi incluído nesse Glossário Ambiental porque tem a tendência de avançar entre as inovações têxteis.

Originalmente não se encaixaria no Glossário Ambiental. Foi incluído porque representa uma etapa importante para a moda circular.

Consiste no exame do ciclo de vida de um produto, processo ou sistema ou função para entender o seu impacto ambiental do início ao fim.

Inclui a análise desde a extração dos recursos naturais, o processo de manufatura, transporte, distribuição, consumo, uso, reutilização, reciclagem até o destino final.

É o conceito antes denominado “do berço ao túmulo” que, com a economia circular, deriva para ‘berço ao berço’ (cradle to cradle).

Processo confinado de biodegradação, que servirá de adubo para nutrir a terra. Pode ser uma compostagem doméstica em caixas ou de grande porte para compostagem industrial.

O tempo para completar o processo depende de temperatura, quanto mais calor, mais rápido; da quantidade de oxigênio; e o nível de umidade. Ao final, não deixará resíduo tóxico.

Sigla para Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. Do inglês, Climate Change Conference of the Parties.

O número que geralmente acompanha a sigla indica a edição. A próxima é a COP26 (26ª edição).

Prevista para o período de 1º de novembro a 12 de novembro de 2021, em Glasgow na Escócia.

Métrica controlada no nível de países. Estabelece medida para calcular se um país está reduzindo as emissões de GEE.

Cada unidade de crédito de carbono equivale a uma tonelada de CO2eq (dióxido de carbono equivalente). Quanto mais um país reduz a emissão de GEE, mais créditos de carbono terá e poderá comercializar com países que não reduziram as emissões.

Considera o ciclo de vida completo do produto para projetar, de modo a minimizar o impacto ambiental dele e reduzir o uso dos recursos não-renováveis.

O desenvolvimento está orientado no sentido de que o produto dure mais tempo e gere menos resíduos. É parte fundamental da economia circular porque a concepção prevê um circuito fechado, sem resíduos ao final para serem descartados.

O conceito de ecodesign também se aplica aos projetos de arquitetura e construção de obras.

Fenômeno derivado de atividade humana predatória, causando danos que transformam áreas inteiras em deserto.

A Agenda 21 afirma que a prioridade no combate à desertificação deve ser o estabelecimento de medidas preventivas para as terras que ainda não estão em processo de desertificação e de medidas de mitigação para áreas ligeiramente degradadas.

Com essa comparação, o Glossário Ambiental do GBLjeans busca mostrar as diferenças entre os processos.

Todos são técnicas de reaproveitamento de materiais, mas que variam conforme o valor gerado ao final do processo.

Reciclagem | A matéria-prima pode ser combinada com outras e gerar um novo produto, que é utilizado para consumo.

Ou pode ser reutilizada para gerar o mesmo produto na indústria. Prática traz vantagens ambientais, mas cabe à indústria comparar o custo da reciclagem com o da produção de um novo.

Exemplo: garrafa de vidro, derretida depois do uso para dar origem a outra garrafa de vidro. Outros materiais não podem voltar, entretanto, à produção para o mesmo artigo pois perdem as propriedades técnicas originais no processo de reciclagem.

Upcycling | Ocorre quando materiais em situação de descarte são reutilizados para a fabricação de outros produtos que ganham valor, e não perdem valor. Exemplo: pedaços de madeira descartados que viram estante pelas mãos de um designer.

Downcycling | É a recuperação de um material para reúso, transformado em produto de menor valor. Exemplo: papel de qualidade para escrita não pode ser reciclado em papel com o mesmo padrão. Vira, por exemplo, papel higiênico.

Cada uma das técnicas assume uma representação diferente para ser identificada em rótulos ou embalagens.

Veja abaixo pela ordem:
Recycling | Downcycling | Upcycling

Glossário Ambiental do GBLjeans

Conceito que se contrapõe ao modelo tradicional da economia linear – de produzir, usar e descartar. Não se trata de reciclagem avançada.

Na economia circular, os produtos são pensados de modo diferente desde a concepção. São pensados para durar vários ciclos de vida, e sempre com a mesma qualidade. Daí, vem a referência aos 4 ou mais Rs, dependendo da análise. Também daí deriva a expressão Cradle-to-Cradle.

Um projeto de economia circular considera:

Reduzir o consumo e a extração de recursos naturais.

Recuperar no lugar de jogar fora, geralmente associado ao consumo. Consertar uma roupa, um móvel, um sapato, prologando a vida útil em seu uso original.

Redistribuir a manufatura em unidades de menor escala industrial, mais próximas do ponto de destino e impulsionadas por tecnologias digitais de produção.

Recondicionar ou Renovar (Refurbish) passa pela indústria e pode envolver a incorporação de novos materiais no processo. Ou pode encaminhar resíduos e sobras para alimentar outras operações de negócio.

Refabricar ou Remanufaturar. É o processo de recuperar, desmontar e reparar componentes, obtendo um novo produto.

A ideia é que os produtos formem um ciclo completo que nunca termina.

O fim não é o circuito da reciclagem que muitas vezes termina em produtos de baixo valor e alto consumo de energia.

Expressão criada pelo Pnuma para definir “economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e em igualdade social”. Ao mesmo tempo que reduz os riscos ambientais e a escassez de recursos naturais.

Uso racional de energia, aproveitando melhor as fontes de energia empregadas pela empresa e reduzindo o consumo nas operações. Visa reduzir custos e os impactos negativos ao meio ambiente.

Exige monitoramento contínuo do consumo para planejar as ações, feito por medidores e software de análise.

Produzida a partir de fontes naturais, cujos recursos não se esgotam. As limpas incluem a energia solar, eólica, geotérmica, de biomassa, das marés, das ondas.

Embora renovável, a energia hidrelétrica não é considerada necessariamente limpa pelo impacto que as usinas causam ao meio ambiente ao represar as águas de um rio.

Para saber mais, leia a reportagem sobre Fontes Renováveis de Energia no Brasil.

Sigla constituída por critérios a partir dos quais uma empresa avalia o impacto de suas atividades na natureza; se não viola os direitos humanos e dos trabalhadores; se adota boas práticas de gestão, como o compliance no combate à corrupção.

ESG se conecta com padrões e indicadores contidos em GRI, CDSB (Climate Disclosure Standard Board) e os 17 ODS da ONU.

São seis. Além do Dióxido de Carbono (CO2), o mais citado e relevante, a lista inclui Metano (CH4); Óxido Nitroso (N2O); Hexafluoreto de Enxofre (SF6); Hidrofluorcarbono (HFC); e Perfluorcarbono (PFC).

Esses gases estão naturalmente presentes na atmosfera, absorvem parte da radiação emitida pelo sol, retendo calor na superfície terrestre. Chamado de Efeito Estufa, esse fenômeno natural regula a temperatura do planeta Terra.

O problema ocorreu quando as ações humanas levaram ao aumento da concentração desses gases na atmosfera, elevando assim a temperatura média global. É o aquecimento global.

As fontes de emissão desordenadas são várias: desmatamento de florestas e outros biomas; queimadas; processos industriais, com o uso de caldeiras; uso de fertilizantes na agricultura; queima de combustíveis fósseis como carvão mineral, gás natural e petróleo, gerada pelos transportes, por exemplo.

Outras fontes incluem gases gerados pela pecuária, como os grandes rebanhos bovinos.

Se traduzida para o português, a expressão em inglês não tem a mesma força. É uma estratégia de marketing para atribuir caráter de ambientalmente sustentável a ações nem tão ecológicas assim.

Algumas porque a empresa ou organização não está fazendo nada mais do que pede a legislação. Em outras situações, o greenwashing serve para desviar a atenção de eventuais falhas da empresa em relação ao meio ambiente.

Normalmente, são ações – intencionais ou não – que promovem produtos, serviços ou empresas sem comprovação dos reais benefícios ambientais alcançados.

Organização independente que estabelece um conjunto de padrões internacionais para ajudar empresas e entidades governamentais a compreender e comunicar seu impacto em questões como mudanças climáticas e direitos humanos.

Estabelece modelo de relatórios de desempenho econômico, ambiental e social, da mesma forma como existem os relatórios financeiros.

Os relatórios envolvem uma série de princípios relacionados a sustentabilidade, responsabilidade empresarial e boas práticas de governança.

Lançado em 2005 pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o ISE serve de indicador de valorização das ações de empresas comprometidas com responsabilidade ambiental, social e de governança.

Sigla para Leadership in Energy and Environmental Design. Programa mundial de certificação para construções serem consideradas verdes.

Um conjunto de princípios que visa prevenir a geração de resíduos. Envolve o redesenho de produtos, avaliando como são utilizados e reaproveitando materiais com o objetivo de que não sobre resíduo para enviar a aterros.

Segundo a política nacional de resíduos sólidos (lei 12.305/10), representa um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos às empresas para reaproveitamento em seu próprio ciclo produtivo ou de outras empresas.

Ou encontrando, ainda, outra destinação final ambientalmente adequada.

A lei já obriga empresas a empregar logística reversa para agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e eletroeletrônicos.

Por meio da logística reversa, portanto, materiais de pós-consumo podem voltar para o ciclo produtivo. Esse fluxo logístico é um dos princípios da Economia Circular.

Toda mata ou cobertura vegetal que se forma nas margens de rios, córregos, lagos, represas, igarapés e nascentes. Também é conhecida como mata de galeria, mata de várzea, vegetação ou floresta ripária.

É tratada pelo Código Florestal como “área de preservação permanente”. A preservação desses ambientes garante a função de reter e filtrar resíduos de agroquímicos evitando a poluição dos cursos d’água; proteger contra o assoreamento dos rios e evitar enchentes; manter a biodiversidade; conservar o solo; equilibrar o clima.

Na indústria têxtil, são as roupas e outros têxteis usados e descartados pelas fábricas ou pelas pessoas. Escapam do lixo como destino para voltarem à cadeia produtiva mediante a sua reutilização ou requalificação como insumo industrial.

Mas, para isso, dependem de canais estruturados de reciclagem. Nesse ciclo, o material pós-consumo é resgatado a partir da coleta seletiva nas cidades; separado por cooperativas; e encaminhado para as empresas reutilizarem.

Exemplo de canal estruturado de reciclagem: os pontos de coleta que varejistas de moda começam a instalar em suas lojas para recuperar roupas que seriam descartadas. Parte retorna à produção, outra vai para a doação ou revenda.

A reciclagem inclui a desmontagem do artigo original ou trituração e, em seguida, a regeneração em um novo fio. Esse processo depende de um alto nível de integração em toda a cadeia de valor e desenvolvimentos tecnológicos. Está apenas começando no setor.

Depois de reprocessado, o material pós-consumo geralmente representa um percentual da composição total do artigo têxtil.

Para a indústria de roupas e têxtil, é o reaproveitamento de matéria prima, de resíduos provenientes da produção de fios, tecidos e vestuário.

A incorporação desse tipo de material é considerada ambientalmente saudável porque reduz a necessidade de extrair matéria prima virgem e o uso de recursos, como água, energia e combustível.

São pedacinhos muito pequenos (menos de 5 mm) de plásticos originados a partir da fragmentação de grandes detritos por decomposição do material.

São as garrafas plásticas de água, refrigerante ou suco, por exemplo, que são jogadas de qualquer jeito em terra e que chegam aos oceanos, rios e lagos.

O calor deteriora essas embalagens que acabam fragmentadas em micropartículas de plásticos.

Mas não é o único meio de contaminação. Quando lavadas em casa, roupas de poliéster soltam resíduos na forma de microplásticos que também vão parar na rede de água.

Nos oceanos, os microplásticos são confundidos com plânctons e comidos por muitos animais marinhos. E causam danos também à flora marinha.

Também ocorre poluição por microplásticos nos ecossistemas de água doce. Porém, o problema ainda é pouco estudado.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ou em inglês Sustainable Development Goals (SDG) são as ações propostas em uma agenda mundial pela Cúpula das Nações Unidas, em 2015.

Defende acabar com a pobreza no mundo e proteger o planeta. O conjunto de ações integradas inclui 17 objetivos e 169 metas relacionados ao desenvolvimento sustentável, com o propósito de serem atingidos até 2030.

Iniciativa lançada pela Organização das Nações Unidas em 1999 para incentivar empresas a assumirem compromisso com práticas sustentáveis e inclusivas.

Promove os direitos humanos e dos trabalhadores, a proteção do meio ambiente e o combate à corrupção.

A Rede Brasil do Pacto Global contava com 1,1 mil membros ao final de 2020, 210 a mais do que em 2019.

Os membros comprometem-se com os 10 princípios de direitos humanos e com os ODS da agenda 2030 da ONU.

Outro método para quantificar as emissões de gases de efeito estufa no ciclo de vida de produtos e serviços, assim como o Protocolo GEE. Tem o intuito de permitir a gerenciar as emissões, com o propósito de reduzir os níveis. Permite incluir a quantidade de emissões nos rótulos de embalagens de produtos.

Corresponde à quantidade total de gases de efeito estufa emitida direta e indiretamente por atividades humanas. Existe metodologia para calcular essas emissões por uma empresa, um país, uma atividade, um evento ou até de uma pessoa.

Os gases potencialmente emitidos são convertidos em CO2eq de forma a estimar a Pegada de Carbono.

O CO2eq é a medida que converte essas emissões, calculando a quantidade de carbono equivalente envolvida.

Tem ferramentas que ajudam no cálculo. É o caso da carbonfootprint.com/calculator

Processos produtivos que visam aumentar a eficiência global e reduzir os riscos para a saúde humana e o meio ambiente.

A P+L pode ser aplicada a processos usados em qualquer indústria ou a produtos que resultam ao final na conservação de recursos naturais, água e energia; eliminação de substâncias tóxicas materiais perigosos para pessoas e meio ambiente; redução da quantidade e toxicidade de todas as emissões; redução da quantidade e toxicidade dos resíduos.

Iniciativa de proteção planejada para garantir processos de manufatura economicamente viáveis, que minimizam impactos ambientais negativos ao economizar o uso de recursos naturais, cortar desperdícios e reduzir emissões.

Os cuidados envolvem também a segurança de funcionários, condições adequadas de trabalho, e o bem-estar da comunidade do entorno.

É um método empregado a fim de elaborar inventários de gases de efeito estufa, analisando o nível de emissões nas cadeias de valor de uma empresa ou um setor, assim como o PAS 2050. Compatível com normas ISO e com critérios de quantificação do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change).

Ou “química sustentável” considera a produção de produtos a partir de processos industriais que reduzem, ou eliminam, o uso de substâncias perigosas. Propriedades que se estendem aos produtos que desses processos resultam.

A química verde se aplica a todo o ciclo de vida de um produto químico, incluindo seu design, fabricação e uso.

Para esse Glossário Ambiental, o GBLjeans entendeu ser interessante esclarecer a diferença entre essas características.

Reciclável | Todo o material com potencial para ser reprocessado, gerando renda, ganho ambiental ou ambos. Mas nem todo material reciclável consegue ser, de fato, reciclado.

Isso porque é preciso primeiro coletar. Depois, passar por triagem que separa e classifica os materiais. Mas só terá utilidade se houver uma indústria capaz de reprocessar esse material, mediante tecnologia de desenvolvimento ou de maquinário especial.

Reciclado | Produtos feitos de materiais que já tiveram algum uso anterior.

Conteúdo Reciclado | Refere-se a produtos feitos 100%, ou parcialmente, de materiais que, de outra forma, seriam descartados.

Sempre é bom lembrar que o processo de reciclagem envolve uso de recursos como energia, matéria-prima e água, além das emissões de carbono. Traz vantagens ambientais, mas cabe à indústria comparar o custo da reciclagem com o da produção.

Qualquer resíduo ou combinação de resíduos com potencial para causar danos à saúde humana, aos organismos vivos ou ao meio ambiente. Resíduos perigosos geralmente requerem procedimentos especiais de manuseio e descarte, que são regulamentados por leis nacionais e internacionais.

Qualquer plástico descartado (orgânico ou sintético, derivado de polímeros, resinas ou celulose). Gerado por qualquer processo industrial, ou pelos consumidores.

Sigla que identifica na têxtil a presença de fibra à base de PET (Polietileno Tereftalato) reciclado pré ou pós-consumo. Esse Glossário Ambiental adiciona o termo porque a sigla tende a ser encontrada nas etiquetas de composição, sobretudo, de tecidos.

Sigla para Science-Based Targets Initiative. Serve para orientar as empresas na definição de metas com base científica para quanto reduzir as emissões de carbono e com que rapidez a redução precisa acontecer de modo a evitar impactos piores das mudanças climáticas.

São substâncias químicas que podem produzir dano imediato ou ao longo do tempo ao meio ambiente (biodiversidade das espécies animais e vegetais), pessoas e propriedades. As substâncias perigosas podem ser tóxicas, corrosivas, inflamáveis, explosivas ou quimicamente reativas.

Alinhado com o termo, o Glossário Ambiental acrescenta a sigla do programa ZDHC (Zero Discharge of Hazardous Substances).

Títulos de renda fixa cuja finalidade é a captação de recursos para financiar projetos que causem impacto positivo no meio ambiente, como energia renovável, eficiência energética, gestão adequada do lixo e reflorestamento.

Títulos que visam reduzir os impactos das mudanças climáticas são conhecidos por climate bonds.

Termo foi incluído no Glossário Ambiental porque cada vez mais investidores diversificam os indicadores de análise.

Conceito pelo qual o desempenho da empresa é medido não apenas pelos resultados financeiros como também pelos avanços nas áreas ambiental e social.

Embora a expressão já tenha se popularizado, entra para o Glossário Ambiental para registrar que representa a utilização dos recursos de forma e em ritmo que não leve à degradação do meio ambiente no longo prazo. Dessa forma, garante a disponibilidade dos recursos naturais também para as gerações futuras.