O aumento na demanda pelas resinas funcionou como alavanca para a venda de fornos
O uso de resinas começou com produtos de cura ao ar simplesmente porque a maior parte das lavanderias de jeans brasileiras não dispunha de fornos. A compra desse tipo de equipamento, que se intensificou a partir do início do ano, foi influenciada pela procura por resinas e efeitos diferenciados diante das variações de acabamento permitidas pela impregnação em alta temperatura.
De acordo com os fabricantes de fornos, a demanda aumentou sustentada pelas aplicações em lavanderias de jeans. A Suzumak começou a vender esses equipamentos em 2005. No primeiro ano, comercializou em torno de 30 máquinas; dobrou esse número em 2006. Para este ano, a previsão é vender de 72 a 84 fornos, garante Edemir Bolognese, gerente de vendas da empresa.
A Suzumak comercializa um modelo com capacidade entre 50 e 70 peças, em versões a gás, elétrico e vapor. O preço depende da fonte de alimentação. O modelo a gás custa R$ 28 mil e o elétrico, R$ 18 mil. Até junho, a empresa espera lançar outro forno onde caibam de 100 a 120 peças, conta o gerente.
A Easy Laser vende um modelo com capacidade para 50 peças, fabricado pela Metalnox com exclusividade para a marca desde janeiro de 2006. “A partir de fevereiro, o que antes vendíamos no mês passamos a vender por semana”, afirma Francisco Sallas Badia, coordenador da empresa, atribuindo essa expansão à onda dos jeans resinados.
No início de março, a Blastex lançou três modelos de fornos: o JTF 220 (para 70 peças), o JTF 250 (para 90 peças) e o JTF 300 (para 150 peças). O preço dos equipamentos varia entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.
* colaborou Jussara Maturo