No primeiro mês de uso, valor da conta de luz despencou, e a empresa já parte para uma segunda rodada de investimento
Pioneira entre as lavanderias de jeans do país a usar energia solar fotovoltaica, a Raffs comemora os bons resultados do investimento realizado no final do ano passado, que já prepara a expansão. De Surubim, no interior de Pernambuco, a lavanderia está construindo um segundo galpão menor, ao lado do atual de 400 metros quadrados, que também será completamente abastecido por energia elétrica produzida a partir de fonte fotovoltaica, explica Vilson de Sousa, proprietário da lavanderia.
A primeira conta depois da instalação do sistema foi a de janeiro. Segundo Sousa, a média gasta com conta de luz girava em torno de R$ 10 mil por mês. Em janeiro, ainda com a instalação em processo de adaptação o valor caiu para R$ 2,8 mil, conta o empresário. Na primeira fase foram instalados 240 módulos fotovoltaicos que vão gerar 9.500 kW/h por mês. São três inversores trabalhando, cada um ligado a 80 módulos solares.
Parte das placas está instalada nas duas faces do telhado do galpão. Uma parte menor foi colocada sobre uma estrutura metálica em uma área de terreno, cujo vão serve de garagem. “Por enquanto, não geramos 100% da energia consumida”, diz Sousa, calculando o consumo diário em 400 kWh, que inclui o funcionamento de um equipamento a laser. O conjunto mais potente gera de 128 quilowatts até 135 kWh. Um segundo que não apanha tanto sol gera 95 kWh e o terceiro que deverá ser remanejado de lugar para poder ser mais proveitoso é o que menos produz (81 kWh).
Nesse sistema fotovoltaico, a lavanderia Raffs investiu R$ 330 mil, dos quais 70% financiados pelo Banco do Nordeste e 30% de recursos próprios.
A Raffs tem 11 anos de mercado produzindo modelos masculinos de bermudas e calças em denim e sarja. Mandava lavar as peças em lavanderias de Toritama. “Há três anos decidi investir em lavanderia”, conta Vilson de Sousa, que montou as instalações em Surubim. Atualmente, a Raffs produz em média 40 mil peças por mês.
O interesse pela energia fotovoltaica foi casual. Em conversa com a proprietária de um restaurante na cidade Sousa ficou sabendo que ela instalara o sistema e praticamente zerou a conta de energia, que era de R$ 2,5 mil por mês e ficou na taxa básica.