Mas no acumulado do ano até setembro, Brasil importou 50% a mais que em 2017, com a China avançando no fornecimento
O movimento do comércio exterior em setembro mostrou que os negócios envolvendo o denim brasileiro perderam a força. A queda foi geral, tanto na importação quanto na exportação do tecido. As compras foram as que mais minguaram pelo segundo mês consecutivo. Caíram praticamente 60% (-59,2%) em relação a agosto, para atingir US$ 1,07 milhão, o volume mais baixo internado pelo país desde novembro de 2017, conforme demonstra o sistema de estatísticas de comércio exterior do governo brasileiro. Sobre setembro a retração foi ainda maior representando 67,85% a menos que os US$ 3,33 milhões de então.
A China continuou como o principal fornecedor de denim para o Brasil, mas, os valores despencaram. No mês passado, equivaleram a R$ 521 mil contra US$ 1,48 milhão negociados em setembro do ano passado. O Equador aparece em segundo lugar, com importação de US$ 365 mil, 35% abaixo do realizado em igual mês do ano passado. O terceiro maior fornecedor brasileiro em setembro foi a Turquia com US$ 103,2 mil em denim vendido.
Depois de dobrarem em agosto, as exportações recuaram 43,55% em setembro, caindo para US$ 2,82 milhões. A Colômbia vai avançando como principal destino do denim brasileiro. No mês, as compras colombianas corresponderam a US$ 493,59 mil, seguidas pelos embarques para o Equador (US$ 452,52 mil) e para o Peru (US$ 346,67 mil). A Argentina que liderava as compras do denim nacional com US$ 1,42 bilhão em setembro do ano passado, despencou para meros US$ 156,36 mil.
SALDO DA BALANÇA COMERCIAL DE DENIM
Com o comércio exterior enfraquecido em setembro, também encolheu o saldo da balança comercial de denim, que permaneceu no entanto com superavit de US$ 1,75 milhão, queda de 26% em relação ao mês anterior. A comparação com setembro de 2017 aponta, contudo, para aumento de 100% sobre os magros US$ 867 mil.
ACUMULADO DO ANO
De janeiro a setembro, o Brasil comprou US$ 20,39 milhões em denim de fora, variação de quase 50% (49,2%) sobre o mesmo período do ano passado. Desse total, US$ 15,25 milhões foram importados da China, um avanço e tanto se comparado aos primeiros nove meses de 2017 quando os chineses venderam US$ 5,53 milhões para o Brasil. O Equador ultrapassou a Argentina nesse período fornecendo US$ 2,44 milhões (16,8% a mais que igual período de 2017). A Índia é o terceiro maior vendedor de denim para o Brasil com US$ 1,32 milhão no acumulado do ano.
Em 2017, a Argentina enviou para o mercado brasileiro US$ 4,23 milhões de janeiro a setembro, volume que colocava o país em segundo lugar, atrás da China. Em 2018, entretanto, o Brasil não importou nem um metro de denim argentino.
No acumulado de janeiro a setembro, o volume exportado teve variação positiva de 1,59% sobre 2017 para alcançar US$ 30,84 milhões, mostram os dados do sistema que registra e controla a balança comercial brasileira (Comexstat). A Argentina prevaleceu no período como o maior comprador do denim produzido no Brasil, com aquisições calculadas em US$ 9,53 milhões, aumento de 17% sobre 2017.
Os negócios com a Colômbia evoluem, permanecendo o país como segundo destino mais importante, porém bem abaixo do patamar argentino, com a compra de U$ 3,53 milhões de janeiro a setembro. O Equador é o terceiro destino para onde o Brasil enviou US$ 2,9 milhões nos primeiros nove meses do ano, embarques 70% superiores ao mesmo período do ano passado.