No acumulado do ano, a entrada de produtos de fora no país continua a subir mas perdeu força a partir do segundo semestre
A desaceleração do varejo refletiu nas importações brasileiras. Em setembro, as compras de produtos de fora caíram 16,74% em relação a agosto. Fecharam o mês somando US$ 413,58 milhões, quase 16% a menos (-15,55%) que em setembro de 2017. É o primeiro recuo depois de três meses em alta, mostram os dados do sistema de controle da balança comercial do país. A China forneceu US$ 193,21 milhões, em fios, tecidos e roupas. Em seguida, aparecem Índia, de onde o Brasil importou US$ 43,89 milhões em setembro, e Indonésia, de onde vieram mais US$ 21,27 milhões.
Do total, a importação de roupas correspondeu a US$ 125,84 milhões, praticamente metade (US$63,74 milhões) comprada da China. Bangladesh é o segundo maior fornecedor de vestuário para o Brasil, tendo vendido US$ 12,93 milhões em setembro. O mercado importou menos roupas no mês, com queda de 8,49% sobre agosto, e recuo de 9,41% na comparação com setembro de 2017.
EXPORTAÇÃO TOMA IMPULSO
A venda de produtos brasileiros para o mercado externo deu um salto em setembro de 53,78% em relação ao mês anterior, subindo para US$ 201,36 milhões. Mais da metade (US$ 127,55 milhões) representa a venda de algodão. Sobre setembro de 2017, as exportações brasileiras em geral caíram 32%. Os três maiores compradores de setembro foram Vietnã (US$ 34,33 milhões), Indonésia (US$ 23,28 milhões) e China (US$ 18,32 milhões), que adquiriram basicamente algodão.
As exportações de roupas contribuíram com US$ 12,2 milhões, alta de 18,58% sobre agosto e aumento de 8,22% em relação a setembro do ano passado. O Paraguai é o principal destino das roupas feitas no Brasil, tendo comprado US$ 3,98 milhões. Para o Uruguai foram embarcados US$ 2,22 milhões e para os Estados Unidos outros US$ 1,25 milhão.
Com a balança comercial enfraquecida, o setor continua a registrar déficit que em setembro alcançou US$ 212,21 milhões, 42% menos que o saldo negativo de agosto.
ACUMULADO DO ANO
De janeiro a setembro, o Brasil importou 13,09% a mais que em igual período de 2013, totalizando US$ 4,32 bilhões. Apesar da alta, a taxa de expansão perdeu força desde julho de modo geral. Só não para roupas, que avançaram 21% no período, passando para US$ 1,4 bilhão, basicamente pelo avanço dos embarques chineses (US$ 835,73 milhões, contra US$ 687,52 milhões de janeiro a setembro de 2017).
As exportações também esfriaram no acumulado dos primeiros nove meses, com queda de 3,73%, a primeira do ano, somando US$ 1,3 bilhão. As vendas brasileiras são bem pulverizadas. Maior comprador dos artigos têxteis produzidos no Brasil, a Argentina comprou US$ 175,78 milhões de janeiro a setembro.