Em discussão há, pelo menos, cinco anos, o uso do laser no jeans emite sinais de que começa a entrar numa espiral, resta saber se essa curva avançará de forma consistente.
Impulsionado pelo discurso da sustentabilidade, o uso do laser no jeans vem ganhando adeptos. De forma bem lenta, é bom que se diga. E essa resistência não está restrita ao universo das marcas brasileiras. O mundo do jeans ainda arrasta os pés em direção à luz, atrelado a meios de produção considerados muito poluentes. O principal desafio para chegar ao próximo século é reinventar o jeans sob a óptica da chamada produção limpa, movimento que passa pela adoção de tecnologia que garanta produtividade, uso responsável dos recursos naturais e humanos, além de custo competitivo.
Equipamentos de marcação a laser representam um desses processos que podem contribuir para dar vida longa, e nova, ao jeans. Embora a tecnologia do laser não seja recente, nem mesmo para o jeans – as primeiras máquinas entraram em operação entre o final da década de 1990 e inícios dos 2000 – a moda ainda atravessa o estágio inicial de tentar encontrar formas criativas de explorar as possibilidades do equipamento e de como embalar o produto em uma bem tecida estratégia de marketing que valorize o investimento do ponto de vista do consumidor. Talvez essa preocupação devesse ceder lugar ao esforço em desenvolver produtos simplesmente bonitos, que atraiam o consumidor, com preços animadores.
Como tecnologia sozinha não basta, o GBLjeans reúne informações valiosas para fazer a técnica trabalhar a serviço da moda. O laser é versátil, mas, tem restrições. Você vai ficar sabendo os cuidados na escolha do tecido sobre o qual pretende aplicar os efeitos; o que muda ao lavar a peça antes ou depois do laser; quando marcar o tecido antes é melhor que trabalhar a peça pronta, entre outras recomendações dos especialistas.