Em denim ou sarja 100% algodão, o laser pode ser usado à vontade, mas, quando entra elastano e poliéster a resposta é: depende. Tipo de tingimento também influencia.
As marcações feitas por feixes de laser podem ser empregadas de maneira mais ou menos livre em jeans 100% algodão. Mais ou menos porque o tipo de tingimento também influencia no desempenho do equipamento e no efeito final. Embora possam ser considerados detalhes técnicos, essas observações são úteis na escolha do tecido ou do tipo de tratamento a ser aplicado. Também se recomenda que a lavanderia faça ensaios com os tecidos antes de seguir para a produção.
Tipo de tingimento: quanto mais superficial for o tingimento mais rápido o laser corrói o corante, oferecendo contraste. Ao contrário, quando o tingimento é profundo, chegando à alma do tecido, o trabalho de desgaste do corante é bem maior e mais demorado. Resultado: menos contraste será obtido e corre o risco de afetar a estrutura do tecido pelo tempo de exposição aos raios laser. Essa característica deve ser levada em conta na hora de desenvolver efeitos que a peça receberá.
Tecido com poliéster: se o fio de trama for aparente, há o risco de queimar ou arrebentar. E quanto mais fino for o denier do fio, maior será o risco, alerta Norberto Canelada, diretor da Texpal.
Tecido com elastano: mesmo alerta vale para os elastizados. Se o fio ficar exposto, devido ao tipo de construção empregado no tecido, corre o risco de arrebentar.
Laser em outros tecidos: em malha e plush é mais difícil, devido ao tipo de tingimento empregado, mas é possível, como mostram os trabalhos realizados por empresas que comercializam equipamento a laser. No caso do plush, além da variação de cor, a marcação criou baixo relevo. Efeito semelhante também ocorre ao se usar laser sobre veludo.
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