Varejo de moda interrompe três meses de ambiente promocional e inicia o trimestre reajustando custos, especialmente de roupas femininas.
Com sinais ainda que tímidos de aumento na disposição do consumidor brasileiro em gastar, o varejo de moda que inclui lojas de vestuário, tecidos, calçados, acessórios, jóias e bijuterias encerrou o ciclo de vendas promocionais, mantido ao longo de todo o primeiro trimestre, mesmo com a entrada das coleções de outono. E fechou abril com alta de preços de 0,48%, reposição muito acima da inflação mensal que ficou em 0,14%, informa a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Roupas femininas lideram os aumentos. De março para abril, os preços subiram 0,90%, mostra a pesquisa do IBGE. Os tecidos vendidos no varejo ficaram 0,79% mais caros de um mês para o outro, enquanto calçados e acessórios subiram 0,70%. As roupas para crianças tiveram reajuste de 0,63%. A inflação de moda só não foi maior em abril porque roupas masculinas continuaram a desacelerar, caindo 0,19% em abril sobre o mês anterior. Jóias e bijuterias também tiveram recuo de preços no mês de 0,28%.
INFLAÇÃO NAS CAPITAIS
Das 13 capitais tratadas com destaque pela pesquisa do IBGE, apenas cinco assinalaram queda de preços em abril em relação a março. Depois de manter ritmo forte de quase 1% em fevereiro e março, Goiânia desacelerou e encerrou abril em queda de 0,12%. Vitória (ES) foi uma das que mais segurou preços no mês, com recuo de 1,24%. A pesquisa mostra que a redução encontrada em Brasília e Salvador foi de 0,45% e 0,42%, respectivamente. A queda em Curitiba bateu 0,31% em abril.