Têxtil e vestuário foram os segmentos que mais demitiram na indústria de transformação, e números da Rais mostram fechamento de vagas também no comércio.
Em agosto, o Brasil acumulou demissões entre os funcionários com carteira assinada, os chamados celetistas. De acordo com a pesquisa mensal realizada pelo ministério do Trabalho a partir das informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o país eliminou 86.543 postos de trabalho no mês. A indústria de transformação foi a atividade que mais demitiu, com corte de 47.944 vagas. De seu lado, a indústria têxtil e de vestuário, analisada de maneira consolidada pela pesquisa, foi a que mais encolheu entre as empresas de transformação.
Segundo a pesquisa, o corte atingiu 10.164 vagas, em agosto. Desse total, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais responderam juntos por 54% das demissões, sendo que o estado paulista sozinho cortou 3.993 vagas. Em cinco meses, de abril a agosto, o setor têxtil e vestuário fechou 38.714 postos, mostram os dados divulgados pelo Caged. De janeiro a agosto, o saldo do setor é negativo em 35.027 vagas. Frente aos dados da Rais de 2014 do setor, que registrou 997.677 celetistas, o saldo em agosto de 2015 seria de 962.660 trabalhadores empregados por essa indústria.
Comportamento do Comércio
Tanto o varejo quanto o atacado do setor têxtil e de vestuário também demitiram em agosto, mês em que tradicionalmente as lojas começam a ampliar a equipe por conta do maior movimento estimulado pelas festas de final de ano. O comércio brasileiro em geral cortou 12.954 funcionários, com os atacadistas eliminando 2.197 postos. O varejo têxtil e de vestuário demitiu 3.001 empregados e o atacado, 224.
No varejo, Minas Gerais encabeça a lista de estados que mais demitiram na área de moda, seguido de perto por Rio Grande do Sul (-393) e Bahia (-390). Com 155 demissões, São Paulo figura em sétimo lugar entre os estados que mais enxugaram o quadro de pessoal no setor têxtil e vestuário. Frente à Rais do segmento, que aponta para 742.233 funcionários, em 2014, os sucessivos cortes acumulados desde janeiro levam o quadro de empregados do varejo de moda para 671.159 postos. A Rais do atacado têxtil e vestuário registrou 39.801 empregados no segmento, em 2014, contingente que foi reduzido em 1.458 vagas entre janeiro e agosto, passando a empregar 38.343 pessoas.