Em novembro, os reajustes na categoria ficaram abaixo da inflação brasileira medida pelo IBGE que foi de 0,51% para os preços praticados no varejo.
Se em outubro os preços das roupas subiram muito acima da inflação geral observada no varejo brasileiro, em novembro, os reajustes perderam um pouco da força, acumulando alta de 0,39%, ante aumento médio geral de 0,51%, em relação ao mês anterior. Todos os segmentos da categoria aumentaram os preços no mês, com exceção de tecidos e produtos de armarinho que se mostraram praticamente estáveis, mostra o levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que monitora mensalmente o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Na parte de vestuário, roupas infantis foram responsáveis pelo maior aumento da categoria, com reajuste médio de 0,85%, seguidas por jóias e bijuterias que praticaram aumento médio de 0,73%. Roupas femininas ficaram 0,44% mais caras, enquanto calçados e bolsas, 0,28%. Roupas masculinas apresentaram a menor taxa de variação do setor, com aumento de 0,18%, isso porque sete das 13 capitais monitoradas pelo IBGE registraram deflação para peças do vestuário dos homens.
Depois da alta de outubro, a capital Rio de Janeiro voltou a apresentar deflação na passagem de um mês para o outro. Em novembro, o IPCA teve queda de 0,03%, com redução de preços em todos os segmentos de produtos. Mas, foi Salvador que registrou a maior queda, com recuo de 0,49%, sendo que apenas roupas masculinas tiveram preços aumentados. Em seguida, aparece Goiânia, com retração de 0,24%, puxada basicamente pela redução em calçados e acessórios.
No caminho oposto, Recife foi a cidade que registrou o maior aumento na categoria, com alta de 1,19% e, neste caso, por causa de tecidos (alta de 2,31%) e das roupas masculinas (alta de 2,17%). As roupas femininas ficaram 0,40% mais caras e as infantis mantiveram o preço do mês anterior. O Distrito Federal volta a encarecer as roupas, com o varejo reajustando em 0,93%, sendo que o aumento das roupas infantis foi o maior (1,88%). A capital do país foi seguida por Fortaleza, com alta de 0,87%, também agravada pelo aumento das roupas femininas, que atingiu 1,92%.