Em novembro, quando o IPP geral foi negativo, setor foi o que mais aumentou, enquanto o repasse de vestuário foi menor.
No mês em que os preços de atacado da indústria tiveram, de forma geral, queda, os segmentos de produtos têxteis e de vestuário fizeram o movimento contrário. Em novembro, a atividade têxtil foi a que mais aumentou os preços no atacado entre todos os setores das indústrias extrativistas e de transformação, monitorados pela pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação mensal do IPP (Índice de Preços ao Produtor), com alta de 2,10% sobre outubro. O índice de novembro foi a taxa de expansão mais alta do ano aplicada pelo setor têxtil.
Apesar de também ter aumentado os preços para o atacado, a indústria de confecção de vestuário praticou repasse menor que o têxtil, de 0,34%, reduzindo a força dos reajustes no final de ano. De acordo com relatório do IBGE, os aumentos em roupas foram influenciados por camisas, camisetas e calças compridas femininas. No setor têxtil, os reajustes são atribuídos aos preços mais caros de fios e tecidos de algodão, além das roupas de cama e de banho.
Na análise em relação a novembro de 2014, a trajetória dos preços é de forte alta. O IPP da indústria em geral aponta para aumento de 9,55%, mostra a pesquisa divulgada na sexta passada, 08 de janeiro, pelo IBGE. O setor de produtos têxteis operou acima dessa média, com alta de 11,21% no confronto com novembro de 2014. Da mesma forma, as confecções de vestuário aumentaram os preços de atacado abaixo da média, aplicando índice de 7,76%.