Os demais segmentos como a indústria de produtos têxteis, que engloba tecidos e confecções de vestuário, e o atacado encerraram o mês com saldo positivo de contratações.
Depois do recuo geral em fevereiro, dois segmentos da indústria da moda voltaram a contratar em março, embora em níveis muito menores que igual mês de exercícios passados. Segundo o balanço mensal divulgado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a indústria – têxtil e de vestuário – e o comércio atacadista terminaram março com saldo positivo. A indústria reocupou 372 postos de trabalho, insuficientes para voltar ao patamar de março de 2014. E o atacado abriu 184 vagas, aproximando-se do contingente de trabalhadores que detinha na mesma época, no ano passado.
Essa reação discreta não chegou, porém, ao varejo têxtil e de vestuário, o único dos segmentos que reduziu o quadro de pessoal. Manteve assim o primeiro trimestre com saldo negativo, da mesma forma como ocorreu em 2014. Foram eliminados 5.328 postos de trabalho no varejo, em março, revela o balanço do Caged. Dos estados, apenas Goiás, Rio Grande do Norte e Sergipe abriram vagas nas lojas, ainda que poucas, com variação positiva de 94, 73 e 25, respectivamente. Todos os demais estados reduziram. São Paulo foi o que mais demitiu, com saldo negativo de 1.770 postos; seguido por Minas Gerais, menos 814, e por Rio de Janeiro, menos 547.
A reação da indústria em março foi liderada por Santa Catarina com aumento de 735 vagas, depois Rio de Janeiro (220) e Espírito Santo (213). Em movimento oposto, São Paulo cortou 821 postos, Paraná ficou com saldo negativo de 130, e Mato Grosso do Sul com menos 108, mostram os dados do Caged. Já o comércio atacadista do Rio Grande do Sul respondeu com aumento de 88 vagas, Santa Catarina por mais 74 e Paraná por mais 55.