Em março, o segmento de produtos têxteis reforçou a queda acumulada pelo setor industrial brasileiro como um todo, mostra IBGE
Depois de despencar em fevereiro, as confecções de vestuário brasileiras reagiram em março. O ritmo industrial cresceu 3% em relação a fevereiro. Foi uma das poucas atividades a apresentar variação positiva de fevereiro para março, indica a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Das 26 atividades monitoradas, apenas nove aumentaram a produção no mês. As demais reduziram o ritmo das fábricas. Entre essas estão os fabricantes de produtos têxteis que tiveram recuo de 2% no mês. Com essa desaceleração, a produção industrial brasileira em março caiu 1,3%.
A queda disseminada comprometeu o desempenho do trimestre. No primeiro trimestre sob o governo de Jair Bolsonaro a produção industrial recuou 2,2% na comparação com os primeiros três meses de 2018. A redução acumulada entre as confecções de roupas foi ainda mais intensa, tendo reduzido a produção em 4,3% no confronto com o volume produzido de janeiro a março do ano passado. Também a indústria de têxteis apresentou declínio, com queda de 3,4% no mesmo período.
COMPARAÇÃO COM MARÇO DE 2018
Sobre igual mês do ano passado, a indústria com um todo produziu menos 6,1%, a maior redução desde maio do ano passado devido à greve dos caminhoneiros. A produção de têxteis e roupas encolheu de maneira ainda mais severa. A retração das confecções de vestuário foi de 11,8% sobre março de 2018. O aperto em têxteis foi de 7,5%, mostra a pesquisa do IBGE.
A divulgação desses dados deve levar a uma revisão para baixo das projeções para a economia neste ano. O desempenho da indústria pode refletir a crise argentina que afetou as exportações e a tragédia de Brumadinho que atingiu a indústria extrativista do país. Da mesma forma, que reflete a redução de demanda no mercado interno.