Desempenho de abril em roupas, tecidos e calçados ficou bem abaixo da expansão de 1% registrada pelo comércio brasileiro no mês
O segundo trimestre começou com vendas em alta para o varejo brasileiro. Em moda, as vendas subiram 0,3% em abril sobre o mês anterior e a expansão da receita nominal foi de 0,7% no mesmo período. Apesar de positivo, o desempenho ficou bem abaixo do avanço do comércio nacional como um todo, que não crescia com esse fôlego desde junho do ano passado. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o volume de vendas para as oito categorias analisadas na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) avançou 1% e a receita mais 1,1%.
Os bons resultados registrados pelo segundo mês consecutivo podem não se estender a maio, devido aos estragos na economia, provocados pela paralisação dos caminhoneiros. A expectativa do IBGE é que os efeitos da greve devam ser sentidos por todas as categorias monitoradas no levantamento de maio.
DESEMPENHO DO COMÉRCIO NOS ESTADOS SOBRE ABRIL DE 2017
A comparação com abril do ano passado mostra, no entanto, que o cenário piorou para as lojas de roupas, tecidos e calçados. A pesquisa mensal informa que as vendas caíram pelo terceiro mês seguido nessa comparação. Em abril, a queda em volume foi de 7,3% e em receita nominal a perda foi de 4,8%. De acordo com o IBGE, esse desempenho exerceu a principal pressão negativa sobre a taxa global. Mais outras três categorias tiveram variação negativa no confronto com o mesmo mês de 2017.
O crescimento das outras cinco atividades permitiu ao varejo brasileiro em geral fechar abril com aumento de 0,6% em volume de vendas e de 1,2% em receita nominal.
Diferentemente de março, o comércio varejista de moda conviveu com movimento fraco em quase todos os estados que são destaque da pesquisa. Apenas o varejo de Goiás, de Minas Gerais e do Ceará apresentou expansão. A alta no mercado goiano foi de 9,3% (volume) e 11,6% (receita), quando o setor como um todo naquele estado enfrentou queda dos negócios (de -2,3% e -1%, respectivamente).
O varejo mineiro registrou crescimento de 7,7% em volume e 10,3% em receita, muito acima do desempenho apresentado pelo comércio do estado como um todo – aumento de 1,3% em volume e de 1,9% em receita nominal. No Ceará, o varejo como um todo cresceu 4,3% em volume de vendas, enquanto o de moda apresentou ligeira alta de 0,5%. Mas, se a receita nominal do comércio cearense em geral avançou 4,1%, a de moda subiu 4,4%, mostra o levantamento do IBGE.
Entre os resultados negativos nesse grupo de 12 estados, o pior desempenho no comércio de moda foi encontrado no Paraná, que vem encolhendo desde janeiro em relação a 2017. Sobre abril, caiu 22,3% em volume e 21,1% em receita. Em São Paulo, na mesma comparação, as vendas tiveram queda em abril de quase 10% (-9,5% em volume) e recuo de 6,7% no faturamento.