Mesmo menor que em igual mês de 2017, as importações brasileiras subiram 66% no período e as exportações avançaram 50%
A balança comercial brasileira de denim aqueceu em outubro, diferentemente do que ocorreu em setembro. As importações não voltaram ao patamar de julho, mas, avançaram 65,79% para registrar US$ 1,77 milhão. A China forneceu praticamente todo o denim comprado pelo Brasil no mês, respondendo por US$ 1,38 milhão do total. O Equador aparece em segundo lugar, com a venda de US$ 301 mil, valor que vem caindo desde agosto, conforme registra o sistema de estatísticas de comércio exterior do governo brasileiro.
As exportações que recuaram em setembro ganharam fôlego em outubro. Cresceram 50% atingindo US$ 4,21 milhões. Ajudou nesse desempenho a volta das compras argentinas que consumiram US$ 1,26 milhão do denim embarcado pelo Brasil. Em outubro, a Bolívia foi o segundo principal destino dos produtos nacionais sustentando US$ 662 mil. O Peru comprou US$ 401 mil.
O saldo da balança comercial de denim permaneceu assim com superávit, com o saldo aumentando para US$ 2,43 milhões, 26% a mais em relação ao mês anterior e 64% acima do registrado em outubro de 2017.
ACUMULADO DO ANO
De janeiro a outubro, o Brasil importou US$ 22,17 milhões em denim, quase que dobrando o valor movimentado no mesmo período do ano passado. O peso da China aumentou na balança comercial do período. No acumulado do ano, as empresas chinesas venderam ao Brasil US$ 16,64 milhões, mais que o dobro do embarcado de janeiro a outubro de 2017 (US$ 7,14 milhões). O aumento também foi de quantidade, não apenas em valor. Nos primeiros nove meses de 2018, o Brasil importou praticamente 5 mil toneladas de denim chinês, contra 2,2 mil toneladas de janeiro a outubro de 2017.
No acumulado do ano, o volume exportado teve pequena variação positiva, aumentou 3,23% impulsionado basicamente pelas operações realizadas em outubro. Foram embarcados nos primeiros nove meses do ano US$ 35 milhões, dos quais US$ 10,8 milhões para a Argentina. Para a Colômbia foram enviados US$ 3,8 milhões, o dobro do ano passado, mostram os dados do sistema que registra e controla a balança comercial brasileira (Comexstat).