Mas, ao contrário do comportamento geral do varejo, o setor que abrange tecidos, vestuário e calçados acumulou queda de receita
Pelo segundo mês consecutivo, o varejo brasileiro vendeu menos e faturou mais em abril, por conta em grande parte dos reajustes de preços dos produtos. Também o setor que abrange tecidos, vestuário e calçados acumulou queda de vendas de 1%, comportamento que se repete desde fevereiro. Só que ao contrário do comércio em geral, o setor registrou queda também na receita nominal, de 1,20% em relação a março, aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revisou os dados e informa que o aumento de 0,20% de março, virou recuo de 0,8%.
Segundo o levantamento mensal da instituição, o varejo como um todo apurou queda no volume de vendas de 0,4%, enquanto a receita subiu 0,60%, desempenho de alta que se mantém desde janeiro do ano passado.
Sobre abril de 2013, as perdas do setor de tecidos, vestuário e calçados são ainda maiores. Com redução de 5,5%, essa categoria de produtos está entre as atividades que mais influenciaram negativamente o desempenho do comércio em geral, diz o IBGE. Em relação à receita nominal bruta, a retração foi mais suave, de 1%.
Entre os 12 principais estados monitorados pelo estudo, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal foram os que apresentaram as maiores quedas de vendas em relação a igual mês do ano anterior, com perdas de 13%, 11,60% e 10,20%, respectivamente. Não por acaso, também foram os três estados que anotaram perda de receita de 8,70%, 6,50% e 5%, respectivamente. Por outro lado, Ceará, Santa Catarina e Goiás expandiram os negócios tanto em vendas quanto em receita.
Se em volume de vendas, o Ceará cresceu 8,40%, a receita subiu 12%, na comparação entre abril de 2014 e abril de 2013. No mesmo período da análises, Santa Catarina vendeu mais 7,6% e ampliou o faturamento bruto em 11,3%. Goiás apontou aumento de volume de 5,2% e de receita de 10,9%, revela a pesquisa do IBGE.