Redução é registrada em novembro mesmo diante de quatro meses consecutivos em que os artigos têxteis ficaram mais caros para o produtor.
De agosto a novembro, o preço dos artigos têxteis continuaram subindo para o produtor. Em novembro, a alta praticada pela indústria foi de 0,51% em relação a outubro, pressionada pelo custo de tecidos e fios de algodão, além de roupas de banho atoalhadas. Espremidas pela desaceleração do consumo na ponta, confecções de vestuário seguraram o repasse para os lojistas. Os preços recuaram 0,36% em novembro, mês em que a indústria geralmente aumenta o custo. Essa queda só não foi maior que o corte observado em produtos não-metálicos (-0,77%), mostram os dados da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor) no mês.
Analisada como um todo, a indústria brasileira de transformação e extrativista acelerou os repasses de custo no final de ano, elevando os preços em 0,78% em novembro sobre outubro que se mostrou praticamente estável com ligeiramente variação para cima de 0,09%, revela a pesquisa do IBGE. Os aumentos foram disseminados por todas as atividades, com exceção de três: além de vestuário e produtos não-metálicos, também produtos de borrachas e de material plástico reduziu o IPP, apresentando variação negativa de 0,20%.