E também fatura mais em novembro, de acordo com a nova pesquisa do IBGE sobre os resultados do comércio
O comércio brasileiro em geral vendeu mais em novembro influenciado pelo consumo na promoção Black Friday. Como parte dos consumidores antecipou a compra de Natal, aproveitando ofertas, as lojas aumentaram o volume de vendas e a receita nominal também na área de moda, que inclui vestuário, calçados e tecidos, deacordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas, a expansão em moda ficou abaixo da média de crescimento estimada para o comércio como um todo.
O volume de vendas das lojas de vestuário, calçados e tecidos subiu 1,7% em novembro sobre outubro que foi um mês bem desaquecido para o comércio de moda. A receita nominal cresceu menos, com alta de 1,4%, em indicação de que os lojistas seguraram o repasse de preços. Já o comércio como um todo avançou 2,9% em volume de vendas e 2,7% em receita, indica a pesquisa. De acordo com o IBGE, seis das oito atividades monitoradas mostraram variação positiva.
ACUMULADO DO ANO
Desde julho, o varejo de moda tem esboçado reação, porém, insuficiente para reverter os indicadores negativos. Com o resultado de novembro, o acumulado de 11 meses ainda indica queda, com recuo de 1,6% sobre janeiro a novembro de 2017. No entanto, o IBGE aponta para estabilidade em termos de receita nominal. O desempenho das lojas de moda está bem abaixo do exibido pelo comércio em geral, que pelo quinto mês consecutivo mantém índices positivos no acumulado do ano até novembro. O volume de vendas aumentou 2,5% em 11 meses, na comparação com igual período de 2017, enquanto a receita subiu 5%.
COMPARAÇÃO COM NOVEMBRO E COMÉRCIO DE MODA NOS ESTADOS
No caso do varejo de moda, o maior impacto do acumulado negativo está concentrado no primeiro semestre. Isso porque desde agosto o setor vem mostrando reação com crescimento sobre o mesmo mês do ano anterior. Não foi diferente em novembro, quando o volume de vendas de roupas, calçados e vestuários aumentou 4,8% em volume de vendas (acima do varejo em geral) e 5% em receita nominal.
Para o comércio brasileiro como um todo novembro também foi positivo, com alta de 4,4% em volume e 8,4% em receita, revela a pesquisa do IBGE.
Dos 12 estados que são destaque na pesquisa, quatro deles ainda têm sofrido com as vendas de moda. No Paraná, o recuo foi de 6,1% em volume de vendas e queda ainda mais intensa em receita nominal (-10%). Com isso, a perda acumulada até novembro no estado chega a 9,3%, a mais alta desse grupo de destaque. Também caíram as vendas na Bahia (-3,9%, em volume, e -6,6%, em receita), em Pernambuco (-3,2%, em volume, e -8,8%, em receita) e no Distrito Federal (-2,5%, em volume, e -9,3%, em receita).
Entre os resultados positivos, o Rio Grande do Sul e Goiás despontaram na pesquisa na área de moda, com crescimento acima dos 20% em novembro em relação a novembro de 2017. O varejo gaúcho foi o que mais expandiu nesse confronto. Teve alta de 25,6% em volume e 23,2% em receita. O varejo de Goiás cresceu 22%, em volume, e 22,4% em receita.