O comércio continua a enxugar o quadro, com o varejo cortando em ritmo abaixo do que vinha fazendo e o atacado demitindo depois das contratações de julho.
Pelo segundo mês consecutivo, a indústria brasileira de têxteis e vestuário aumenta o quadro de pessoal, quebrando uma seqüência de 15 meses demitindo empregados. Foram contratados 2.158 trabalhadores em agosto. Com os 1.567 admitidos em julho, a indústria repôs praticamente metade do contingente cortado entre janeiro e junho, conforme registram os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), publicados mensalmente pelo ministério do Trabalho. Em comparação com os oito primeiros meses de 2015, o quadro é melhor.
Mais estados contrataram, puxados pela abertura de vagas em Santa Catarina. O saldo entre admitidos e demitidos no estado ficou positivo em 1.021 empregados, em agosto. O Paraná aparece em segundo lugar, com mais 848 contratações e Minas Gerais, com mais 442. São Paulo que em julho foi o estado que mais contratou, manteve o saldo positivo com 221 profissionais a mais do que tinha no mês anterior.
Contudo, a maioria dos estados continua a demitir, só que com cortes menores. O Rio de Janeiro foi o que mais enxugou, desligando 143 profissionais, seguido por Pernambucano (-91) e Ceará (-79).
MENOS GENTE NO COMÉRCIO
Mesmo continuando a demitir, o comércio reduziu o volume das demissões. O varejo eliminou 1.689 postos de trabalho em agosto. E o atacado demitiu outros 70, depois de ficar com saldo positivo de 30 vagas, em julho. A redução do contingente de trabalhadores do varejo foi maior no Rio de Janeiro, com 578 demissões. Os outros dois estados que mais cortaram foram o Rio Grande do Sul (-250) e Minas Gerais (-222). No atacado, o Rio Grande do Sul pressionou o saldo negativo mediante 107 demissões em agosto. Santa Catarina cortou 50 vagas e Minas Gerais ficou com menos 47.
NÚMERO DE EMPREGADOS
Na indústria têxtil e de roupas, o Brasil encerrou 2015 com 890.478 empregados com carteira assinada, conforme o censo mais recente da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais ) publicado junto com o Caged de agosto. Isso significa que ao longo do ano passado o país perdeu 107.199 vagas entre esses dois setores.
A indústria de todo o país demitiu, com exceção do Amapá, que nem cortou nem contratou, e Roraima que passou de 65, em 2014, para 71 trabalhadores de carteira assinada nessas duas atividades em 2015. Percentualmente, o maior corte foi na indústria de Sergipe (-20%). Com o maior contingente do país, São Paulo demitiu 11,47% de sua base, passando a empregar 250.066 funcionários em 2015.
O varejo têxtil e de confecção contava com 704.161 empregados no ano passado, 38 mil a menos do que mantinha em 2014. O atacado de produtos têxteis e de roupas também ficou menor. Empregava 36.919 em 2015, sendo 2.882 a menos que as vagas preenchidas em 2014, de acordo com a RAIS. No caso do varejo, São Paulo é o maior empregador do país, encerrando 2015 com 198.348 funcionários, 5,7% a menos do que tinha em 2014. Também encolheu no atacado, registrando 12.495 empregados, quase 10% a menos que o estado computava em 2014.