Como é habitual no mercado para esta época do ano, junho e julho são meses durante os quais a balança comercial fica mais retraída.
Junho e julho são meses fracos para as operações de comércio exterior, envolvendo tanto a venda quanto a compra de denim. Mas, teve retração ainda maior em 2017. A importação que vinha criando músculo desde o início do ano despencou para U$ 842,4 mil em julho, 43% menos depois de ir a US$ 1,48 milhão em junho. Sobre 2016, as compras de denim de fora caíram 5,38% em julho e tenderam à estabilidade com discreto aumento de 1,15%, em junho.
As exportações mantiveram o estado de sobe-e-desce desde março. Se em maio avançaram, as remessas ao exterior reduziram praticamente 8% em junho, para US$ 3,26 milhões. E subiram 7,69% em julho, alcançando US$ 3,51 milhões. Mas, em comparação com 2016, as vendas brasileiras têm caído sistematicamente, e bastante, desde dezembro. Só em junho, despencaram 43% e mais 13% em julho.
Apesar de positivo, o saldo da balança comercial de denim vem encolhendo à medida que os negócios enfraquecem. Em junho, o saldo ficou em US$ 1,77 milhão um dos mais baixos do ano, com queda de quase 22%, sobre o mês anterior. Em julho, o saldo somou US$ 2,27 milhões, alta de 28% porque as importações caíram muito e as exportações cresceram. Na comparação com os mesmos meses do ano passado, contudo, o resultado é bem diferente. O saldo de junho correspondeu a recuo de 59%, mais da metade, e o de julho representou queda de 27% sobre 2016.